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BC deve manter Selic em 15% e mercado aguarda indicações para futuras reuniões

Copom se reúne para manter a Selic em 15% ao ano, com cortes previstos apenas para 2026, em meio a sinais de desaceleração econômica

Renan Calheiros apresenta proposta de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil (Foto: Reprodução)
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  • O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia reunião em 16 de outubro para discutir a taxa Selic.
  • A expectativa é de que a taxa permaneça em 15% ao ano, com decisão unânime prevista para 17 de outubro.
  • O Banco Central destaca a necessidade de manter a Selic elevada para controlar a inflação.
  • Economistas projetam que cortes na Selic só devem ocorrer em 2026, devido à cautela em um ambiente econômico incerto.
  • A economia brasileira mostra sinais de desaceleração, mas o mercado de trabalho permanece resiliente, sustentando a renda.

O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia nesta terça-feira, 16 de outubro, uma reunião crucial para discutir a taxa Selic, com a expectativa de que a taxa permaneça em 15% ao ano. Economistas projetam que a decisão será unânime pela terceira vez consecutiva, com o anúncio oficial agendado para quarta-feira, 17.

A manutenção da Selic já é amplamente antecipada pelo mercado, respaldada por declarações do Banco Central sobre a necessidade de manter a taxa elevada para controlar a inflação. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enfatizou que a Selic deve permanecer alta por um “período prolongado” para garantir a convergência da inflação à meta, embora esse processo ocorra de forma gradual.

Expectativas do Mercado

Relatórios consultados pela EXAME indicam que não há previsão de cortes na Selic no curto prazo, com a possibilidade de redução apenas em 2026. O economista-chefe do Itaú BBA, Mario Mesquita, destacou que a decisão do Copom reflete uma combinação de cautela em um ambiente externo incerto e a continuidade dos efeitos da política monetária restritiva.

Os dados econômicos recentes têm mostrado uma evolução ambígua, com o real se apreciando em um cenário externo mais favorável, mas a deterioração das contas externas, com um aumento significativo do déficit em conta-corrente, continua a ser uma preocupação.

Cenário Econômico

A economia brasileira apresenta sinais de desaceleração, com quedas nos dados de atividade econômica, como o IBC-BR e o PIB do segundo trimestre. Apesar disso, o mercado de trabalho se mantém resiliente, contribuindo para um aumento na renda. A Warren Investimentos aponta que os ganhos reais no mercado de trabalho sustentam a renda, mas também pressionam os preços, especialmente em itens sensíveis à demanda.

A consultoria projeta que o ciclo de cortes da Selic deve começar apenas na primeira reunião de 2026, com uma redução de 25 pontos-base. Economistas do C6 Bank observam que a melhora nas perspectivas de inflação e a desaceleração econômica podem permitir ajustes na política monetária, mas a Selic deve permanecer estável até o fim de 2025.

Com o cenário de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos, o mercado de câmbio brasileiro também está em atenção. A expectativa é que a Selic permaneça em 15% até o final de 2025, mas a possibilidade de flexibilização pode surgir no primeiro trimestre de 2026, dependendo das condições econômicas.

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