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Pressão de Trump sobre o Fed pode aumentar inflação e desacelerar crescimento econômico

Economistas alertam sobre riscos de inflação, desemprego e desvalorização do dólar devido à pressão política sobre o Federal Reserve

Foto: Reprodução
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  • O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, enfrenta pressão política sob a administração de Donald Trump.
  • Uma pesquisa revelou que 82% dos economistas acreditam que as ações de Trump visam limitar a independência do Fed.
  • Quarenta e um por cento dos entrevistados afirmam que o objetivo é eliminar a autonomia do Fed, enquanto outros 41% acreditam que buscam apenas restringi-la.
  • A pesquisa indica que 68% dos economistas preveem pressão inflacionária e 57% esperam aumento no desemprego.
  • A incerteza em torno das tarifas e políticas da administração é vista como uma ameaça ao crescimento econômico.

O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, enfrenta crescente pressão política, especialmente sob a administração de Donald Trump. Uma pesquisa recente revelou que 82% dos economistas acreditam que as ações de Trump visam limitar a independência do Fed, resultando em inflação mais alta, desemprego e desvalorização do dólar.

De acordo com o levantamento da CNBC, 41% dos entrevistados afirmam que as ações do presidente buscam eliminar a autonomia do Fed, enquanto outros 41% acreditam que o objetivo é apenas restringi-la. Apenas 10% consideram que Trump apoia a independência do banco central. Hugh Johnson, economista-chefe da Hugh Johnson Economics, destacou que a administração Trump provavelmente continuará a tentar reduzir a independência do Fed para pressionar por cortes significativos nas taxas de juros, visando estimular o crescimento econômico, mesmo que isso possa aumentar a inflação.

Impactos Econômicos

A pesquisa também revelou que 68% dos economistas preveem pressão inflacionária devido às ações do presidente, e 57% esperam um aumento no desemprego. Além disso, 54% acreditam que o crescimento econômico será afetado negativamente, enquanto 74% veem uma possível desvalorização do dólar. A expectativa é de que o Fed corte a taxa de juros em 0,25 ponto percentual em sua próxima reunião, embora haja divisão sobre a adequação dessa medida.

Os economistas ajustaram suas previsões, prevendo uma queda maior na taxa de juros, que deve cair de 4,38% para 3,66% até o final do ano. Para 2025, a expectativa é que a taxa chegue a 3,13%. A probabilidade de uma recessão também aumentou, passando de 31% para 40%, com 55% dos entrevistados acreditando que uma recessão moderada duraria cerca de 10 meses.

Tarifas e Incertezas

Os economistas identificaram as tarifas como a principal ameaça ao crescimento econômico, seguidas pela incerteza em torno das políticas da administração. A tentativa de Trump de limitar a independência do Fed foi classificada como o terceiro maior risco. 86% dos entrevistados acreditam que as tarifas resultarão em aumentos de preços, com a maioria considerando que os consumidores arcarão com a maior parte do custo.

Richard Bernstein, CEO da Richard Bernstein Advisors, observou que a fraqueza no emprego pode ser atribuída à pressão sobre as margens de lucro das empresas, que não conseguiram repassar totalmente os custos das tarifas. A incerteza em relação às políticas do governo continua a ser um fator crítico para a economia, com muitos economistas expressando preocupações sobre o impacto das ações do presidente no Fed e na economia como um todo.

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