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Conselho da Oncoclínicas aprova aumento de capital de R$ 2 bi, aguardando acionistas

A medida visa reduzir a dívida líquida de R$ 3,9 bilhões e a alavancagem de 4,4x, em meio a atrasos de pagamento de operadores de saúde.

Companhia recusou proposta não solicitada da Starboard Asset (Foto: Reprodução)
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  • O Conselho de Administração da Oncoclínicas aprovou um aumento de capital de até R$ 2 bilhões, com a emissão de 666,6 milhões de novas ações a R$ 3 cada.
  • A proposta será discutida em assembleia geral extraordinária marcada para 8 de outubro.
  • O objetivo é reduzir a alavancagem da empresa, que atualmente é de 4,4x, e a dívida líquida de R$ 3,9 bilhões.
  • A Oncoclínicas enfrenta dificuldades financeiras, incluindo atrasos de pagamento de operadores de saúde, com uma dívida de R$ 790 milhões com a Unimed Ferj.
  • A empresa também rejeitou uma proposta de reestruturação da Starboard Asset, alegando que os termos não eram favoráveis aos acionistas.

O Conselho de Administração da Oncoclínicas (ONCO3) aprovou um aumento de capital de até R$ 2 bilhões, emitindo 666,6 milhões de novas ações a R$ 3 cada. A proposta será submetida à assembleia geral extraordinária (AGE) marcada para 8 de outubro. O objetivo é reduzir a alavancagem da empresa, que atualmente é de 4,4x, e diminuir a dívida líquida de R$ 3,9 bilhões.

A Oncoclínicas enfrenta dificuldades financeiras, incluindo atrasos de pagamento de operadores de saúde. A dívida com a Unimed Ferj, por exemplo, chega a R$ 790 milhões. Além disso, a empresa rejeitou uma proposta de reestruturação financeira da Starboard Asset, alegando que os termos não atendiam aos interesses dos acionistas e apresentavam riscos elevados.

Medidas Estratégicas

A Oncoclínicas também está implementando medidas para aprimorar sua estrutura de capital. A companhia está renegociando contratos de dívida e avaliando a venda de ativos considerados não essenciais. Recentemente, anunciou a venda de 84% do Complexo Hospitalar Uberlândia e do Hospital de Oncologia no Meier, no Rio de Janeiro, para a Hapvida (HAPV3), que vinha gerando prejuízos significativos.

A empresa planeja ainda vender seu hospital em Belo Horizonte e sua participação de 50% em uma joint venture na Arábia Saudita. O acionista fundador, Bruno Lemos Ferrari, permanece como CEO, enquanto a Oncoclínicas busca otimizar seu posicionamento estratégico em meio a um cenário desafiador.

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