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Situação fiscal do Brasil apresenta deterioração lenta e contínua, aponta Pestana

Relatório da Instituição Fiscal Independente aponta déficit primário de R$ 103 bilhões e necessidade de esforço adicional de R$ 79 bilhões para meta fiscal.

Diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) em evento (Foto: Reprodução)
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  • A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou um relatório sobre a situação fiscal do Brasil, apontando deterioração, mas sem caracterizar crise aguda.
  • O diretor-executivo, Marcus Pestana, destacou o aumento das despesas obrigatórias e os déficits primários como principais fatores.
  • A IFI projeta crescimento do PIB de 1,7% e inflação de 4,3% para 2026, em contraste com as estimativas do governo de 2,4% e 3,6%, respectivamente.
  • O déficit primário efetivo é estimado em R$ 103 bilhões, representando 0,7% do PIB, e um esforço adicional de R$ 79 bilhões seria necessário para atingir a meta fiscal.
  • O relatório menciona que diversas medidas orçamentárias dependem da aprovação do Congresso Nacional, o que pode impactar a execução do orçamento de 2026.

A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulga nesta quinta-feira um relatório que aponta uma deterioração fiscal no Brasil, embora não caracterize uma crise aguda como a da Argentina. O diretor-executivo, Marcus Pestana, destaca que o crescimento das despesas obrigatórias e os déficits primários são os principais fatores dessa situação.

A IFI projeta um crescimento do PIB de 1,7% e uma inflação de 4,3% para 2026, valores que divergem das estimativas do governo, que espera um crescimento de 2,4% e inflação de 3,6%. Essa discrepância gera incertezas sobre a possibilidade de o governo alcançar a meta fiscal de um superávit primário de 0,25% do PIB no mesmo ano.

Desafios Fiscais

O relatório indica um déficit primário efetivo de R$ 103 bilhões, o que representa 0,7% do PIB. Após considerar os descontos legais, o déficit ainda seria de R$ 45 bilhões. Para atingir a meta orçamentária, seria necessário um esforço adicional de R$ 79 bilhões, equivalente a 0,55% do PIB.

Pestana ressalta que a compressão da margem de investimentos em áreas como inovação e infraestrutura compromete a produtividade. Além disso, a perda de consistência do arcabouço fiscal afeta a confiança dos agentes econômicos, dificultando a correção de desequilíbrios nas finanças públicas.

Incertezas Orçamentárias

O relatório também menciona que várias medidas orçamentárias ainda dependem da aprovação do Congresso Nacional, incluindo a tributação de aplicações financeiras e o aumento da carga tributária sobre fintechs. Essas incertezas podem impactar ainda mais a execução do orçamento de 2026, exigindo atenção redobrada das autoridades fiscais.

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