- Um estudo do Adam Smith Center for Economic Freedom da Florida International University revela que abrir uma empresa na América Latina e no Caribe exige, em média, 1.850 horas de trabalho administrativo, o que equivale a 231 dias úteis.
- Após a abertura, as empresas enfrentam um custo anual de 1.577 horas para manter a conformidade legal, ou seja, 190 dias de trabalho por ano.
- O custo financeiro da burocracia na região é significativo, estimando-se que cada empresa gaste cerca de US$ 4.000 para abrir e US$ 5.800 anualmente para operar, totalizando US$ 110,5 bilhões por ano para 1,8 milhão de empresas ativas.
- Países como Brasil, Costa Rica e Uruguai se destacam pela eficiência burocrática, mostrando que é possível reduzir a carga sem comprometer a legalidade.
- O estudo visa identificar excessos regulatórios que dificultam o crescimento e a inovação, especialmente para pequenas e médias empresas.
Um novo estudo do Adam Smith Center for Economic Freedom da Florida International University revela que abrir uma empresa na América Latina e no Caribe demanda, em média, 1.850 horas de trabalho administrativo. Este tempo representa cerca de 231 dias úteis, ou quase oito meses, dedicados apenas a cumprir procedimentos burocráticos. A pesquisa, parte da quinta edição do Índice de Burocracia 2025, analisou 21 países, sendo 16 da América Latina e dois do Caribe.
Os dados mostram que, após a abertura, as empresas ainda enfrentam um custo anual de 1.577 horas para manter a conformidade legal, o que equivale a 190 dias de trabalho por ano. Essa carga burocrática é especialmente pesada em países como o Chile, onde o processo pode levar mais de dois anos. Em contraste, no Brasil, a abertura de uma empresa pode ser concluída em 35 dias úteis.
Impacto Econômico
O custo financeiro da burocracia na região é alarmante. Estima-se que cada empresa gaste cerca de US$ 4.000 para abrir e US$ 5.800 anualmente para operar, apenas com atividades burocráticas. Quando projetado para o total de 1,8 milhão de empresas ativas, o custo de oportunidade da burocracia chega a US$ 110,5 bilhões por ano, representando 13% do PIB dos países analisados.
O estudo também destaca países que se destacam pela eficiência burocrática, como Brasil, Costa Rica e Uruguai. Esses locais demonstram que é possível reduzir a carga burocrática sem comprometer a legalidade. Carlos Díaz-Rosillo, diretor do Adam Smith Center, enfatiza que o objetivo do estudo é identificar excessos regulatórios que oneram as empresas, especialmente as pequenas e médias, limitando seu potencial de crescimento e inovação.
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