- O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, estabelecendo a nova faixa entre 4,00% e 4,25%.
- A decisão foi tomada em resposta à desaceleração do mercado de trabalho, que teve um crescimento médio de apenas 29.000 empregos nos últimos três meses.
- Economistas, como David Mericle, preveem que mais cortes podem ocorrer até o final do ano, com a expectativa de um total de três cortes.
- A reação dos mercados foi negativa, com o S&P 500 fechando em queda, apesar de ter alcançado o terceiro maior nível de encerramento da história.
- O futuro da política monetária do Fed dependerá de dados econômicos, como a taxa de desemprego e a inflação, além de incertezas em torno das tarifas comerciais.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na última quarta-feira, 17 de setembro, estabelecendo a nova faixa entre 4,00% e 4,25%. A decisão reflete preocupações com a desaceleração do mercado de trabalho, que registrou um crescimento médio de apenas 29.000 empregos nos últimos três meses.
Durante a coletiva, Powell classificou a medida como uma estratégia de gestão de risco, enfatizando que a política monetária estava “claramente restritiva”. Economistas, como David Mericle, do Goldman Sachs, interpretaram a decisão como um sinal de que mais cortes podem ocorrer até o final do ano, prevendo um total de três cortes em vez de dois, como o mercado havia precificado.
Reações do Mercado
A reação inicial dos mercados foi negativa, com o S&P 500 fechando em queda, embora tenha alcançado o terceiro maior nível de encerramento da história. A divisão entre os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) ficou evidente, com opiniões divergentes sobre a necessidade de cortes mais profundos. Powell descartou um corte maior, de 0,5 ponto percentual, que contava com o apoio do novo governador Stephen Miran.
Mericle destacou que a linguagem utilizada na nota após a decisão foi semelhante à de setembro de 2024 e ao discurso de Powell em Jackson Hole, ambos marcados por um tom cauteloso. Ele lembrou que o Fed frequentemente aplica medidas preventivas em sequência, sem longos intervalos entre reuniões.
Desafios à Frente
O futuro da política monetária do Fed dependerá de dados econômicos futuros, como a taxa de desemprego e a inflação. Powell também mencionou a incerteza em torno das tarifas comerciais e seu impacto nos preços. A independência do Fed continua sendo uma preocupação, especialmente diante de pressões externas. O presidente reafirmou o compromisso do banco central com sua missão de estabilidade econômica, em um cenário desafiador que exige um equilíbrio entre pleno emprego e controle da inflação.
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