- O setor pet brasileiro deve faturar R$ 77,2 bilhões em 2025, mas enfrenta uma desaceleração de crescimento para apenas 2,42% em relação a 2024.
- A inflação e a queda no consumo impactaram os resultados, após um crescimento de 9,6% em 2023.
- O segmento de alimentos industrializados deve gerar R$ 40,82 bilhões, representando 52,9% do faturamento total.
- O Brasil ocupa a terceira posição no mercado pet global, com 4,95% do faturamento mundial, atrás dos Estados Unidos e da China.
- As exportações para os Estados Unidos totalizaram US$ 380 milhões em 2024, representando 0,75% do total, com a Colômbia sendo o principal destino das exportações do setor.
O setor pet brasileiro, que se destacou com um faturamento projetado de R$ 77,2 bilhões para 2025, enfrenta um cenário desafiador. As previsões da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e do Instituto Pet Brasil indicam uma desaceleração do crescimento, que deve ser de apenas 2,42% em relação a 2024. Esse número é inferior à expectativa inicial de 3,5%, refletindo a estagnação já observada em 2024.
O crescimento do setor, que foi de 9,6% em 2023, não alcançou dois dígitos pela primeira vez desde 2019, antes da pandemia de covid-19. Segundo Caio Villela, presidente do Instituto Pet Brasil, a inflação e a desaceleração do consumo têm impactado os resultados. O segmento de alimentos industrializados (pet food) é o mais significativo, com vendas previstas de R$ 40,82 bilhões, representando 52,9% do faturamento total.
Desafios e Oportunidades
Outros segmentos importantes incluem a venda de animais por criadores, com R$ 8,5 bilhões (11%), produtos veterinários (R$ 8,2 bilhões, 10,6%) e serviços veterinários (R$ 8,1 bilhões, também 10,6%). No cenário internacional, o Brasil mantém a terceira posição no mercado pet global, com 4,95% do faturamento mundial, atrás apenas dos Estados Unidos (43,7%) e da China (8,7%).
As exportações para os Estados Unidos, que totalizaram US$ 380 milhões em 2024, representam apenas 0,75% do total, colocando o país na sétima posição entre os destinos das exportações pet brasileiras. Apesar de sua pequena fatia, essa exportação é considerada relevante, pois pode influenciar empresas com forte presença no mercado norte-americano e abrir portas para novas barreiras comerciais.
Estratégias de Diversificação
Atualmente, a Colômbia é o principal destino das exportações do setor, seguida por Uruguai, Emirados Árabes Unidos, Bolívia e Chile. Essa diversificação é vista como uma estratégia essencial diante das barreiras comerciais impostas pelos EUA, conforme destaca Villela. O setor pet brasileiro, embora enfrente desafios, continua a buscar oportunidades para se fortalecer no mercado global.
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