- A fusão entre a Turim e a Vita Investimentos resultou na criação da Tori em março de 2025.
- Em seis meses, a Tori acumulou R$ 5 bilhões em ativos sob advisory, atendendo mais de 200 famílias.
- A empresa foca em famílias com patrimônio de até R$ 100 milhões, um segmento considerado vasto e desassistido.
- A Tori destaca-se pela alocação offshore, com clientes mantendo entre 35% e 40% de seus ativos fora do Brasil.
- A empresa oferece assessoria independente, com carteiras personalizadas e uma plataforma para educar clientes sobre investimentos.
Em março, o mercado de family office no Brasil ganhou um novo protagonista com a fusão entre a Turim e a Vita Investimentos, resultando na criação da Tori. Em apenas seis meses, a nova marca já acumulou R$ 5 bilhões em ativos sob advisory, atendendo mais de 200 famílias. O foco da Tori é em famílias com patrimônio de até R$ 100 milhões, um segmento que, segundo Ricardo Guimarães, CEO da Tori, é vasto e muitas vezes desassistido.
A Tori se destaca pela alocação offshore, com clientes mantendo entre 35% e 40% de seus ativos fora do Brasil. Guimarães enfatiza que a confiança é crucial nesse setor, e a maior parte da captação de clientes ocorre por meio de indicações. Ele observa que muitos investidores enfrentam desafios devido à fragmentação de seus portfólios, que muitas vezes estão dispersos em várias corretoras, dificultando uma visão consolidada.
Estratégia e Diferenciais
A Tori combina o que há de melhor na Turim e na Vita, oferecendo uma assessoria independente e transparente. A empresa utiliza uma diretriz de investimentos compartilhada, com produtos 100% de terceiros, evitando conflitos de interesse. Guimarães destaca que a Tori atua exclusivamente em financial advisory, indicando parceiros apenas quando necessário, como advogados ou bancos para M&As.
Cada cliente tem uma carteira personalizada, refletindo suas necessidades e objetivos. A Tori conta com dois CIOs dedicados, um focado em estratégias locais e outro em alocação offshore. A empresa também se preocupa em educar seus clientes sobre o impacto de suas decisões de investimento, utilizando uma plataforma proprietária que projeta o patrimônio futuro.
Crescimento e Oportunidades
A fusão entre Turim e Vita não apenas fortaleceu a Tori, mas também ampliou o escopo de atuação da Vita no segmento B2B, que já representa 20% de sua participação em 23 empresas. O crescimento do mercado de multifamily office, que chega a 40% ao ano, justifica a estratégia de expansão. Guimarães acredita que a Tori está bem posicionada para atender a um nicho crescente de clientes que buscam serviços de wealth management de qualidade e independência.
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