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Emae adquire títulos da Light e Tanure intensifica investimento na elétrica carioca

A operação aguarda a aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica e ocorre durante a recuperação judicial da Light.

Tanure é sócio de referência na Light e na Phoenix Água e Energia, controladora da Emae (Foto: Reprodução)
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  • A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) firmou um acordo com o BTG Pactual para adquirir R$ 250 milhões em debêntures conversíveis e títulos de dívida da Light.
  • A transação depende da aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ocorre durante o processo de recuperação judicial da Light.
  • Nelson Tanure, controlador da Emae, já possui 18,94% da Light e busca consolidar ativos no setor energético.
  • O BTG Pactual, que detém 14,81% da Light, adquiriu esses títulos como parte de um pacote de R$ 1,5 bilhão de ativos.
  • O plano de recuperação da Light inclui a troca de debêntures por novos papéis conversíveis em ações e um aumento de capital privado de até R$ 1,5 bilhão.

A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) firmou um acordo com o BTG Pactual para a aquisição de R$ 250 milhões em debêntures conversíveis e títulos de dívida da Light. A transação está sujeita à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ocorre em meio ao processo de recuperação judicial da concessionária de energia do Rio de Janeiro.

Com essa aquisição, a posição acionária de Nelson Tanure, controlador da Emae, pode ser ampliada. Tanure já possui 18,94% da Light e 75,8% da Phoenix Água e Energia, que controla a Emae. Desde a compra da Emae em abril do ano passado, ele tem demonstrado interesse em consolidar os ativos no setor energético.

O BTG Pactual, que detém 14,81% da Light, adquiriu esses títulos como parte de um pacote de R$ 1,5 bilhão de ativos. Embora tenha vendido debêntures à Emae, o banco também tem adquirido papéis reestruturados no plano de recuperação judicial da Light, de fundos que não desejam manter esses ativos.

Detalhes do Plano de Recuperação

O plano de recuperação judicial da Light prevê a troca de debêntures e bonds por novos papéis conversíveis em ações, além de bônus de subscrição. A proposta inclui um aumento de capital privado de até R$ 1,5 bilhão, com um mínimo de R$ 1 bilhão garantido por um acionista âncora. A implementação desse plano depende da prorrogação do contrato de concessão, atualmente sob análise da Aneel.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, destacou que a renovação contratual da Light é uma das mais desafiadoras entre as 19 prorrogações em andamento, devido ao descrédito da empresa junto aos consumidores. A avaliação cuidadosa é essencial antes de qualquer decisão final do Ministério de Minas e Energia.

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