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Trump propõe ‘Acordo de Mar-a-Lago’ para reverter comércio global em favor dos EUA

Fed aprova corte de juros em meio a inflação e desafios econômicos, enquanto Stephen Miran defende reformas no sistema comercial global.

Stephen Miran, novo diretor do Fed, durante sabatina no Senado americano (Foto: Reprodução)
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  • O Federal Reserve (Fed) cortou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo um intervalo entre 4% e 4,25% ao ano.
  • Esta é a primeira redução de juros do ano, ocorrendo em um contexto de inflação crescente e desafios econômicos.
  • A decisão teve a aprovação de todos os diretores, exceto Stephen Miran, que defendeu um corte mais agressivo.
  • Miran propõe um “terceiro mandato” para o Fed, com foco em juros mais baixos e reforma do sistema comercial global.
  • Economistas criticam suas propostas, afirmando que a desvalorização do dólar sem cooperação internacional é irrealista.

Na última quarta-feira, o Federal Reserve (Fed) cortou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo um intervalo entre 4% e 4,25% ao ano. Este é o primeiro corte de juros do ano e ocorreu em meio a um cenário de inflação crescente e desafios econômicos. A decisão foi aprovada por todos os diretores, exceto Stephen Miran, que defendeu um corte mais agressivo.

Miran, indicado por Donald Trump e recentemente aprovado pelo Senado, propõe um “terceiro mandato” para o Fed. Além de focar na inflação e no emprego, ele sugere que o banco central também busque juros mais baixos a longo prazo. Em um ensaio de novembro de 2024, Miran delineou um plano para reformar o sistema comercial global, que inclui aumentar tarifas comerciais, desvalorizar o dólar e reduzir os juros da dívida pública americana.

Propostas de Miran

O chamado “Acordo de Mar-a-Lago” é uma referência ao resort de Trump e busca reestruturar a economia mundial. Miran argumenta que a supervalorização do dólar é a raiz dos desequilíbrios econômicos. Ele acredita que os EUA deveriam ser compensados por emitirem a moeda de reserva global, o que, segundo ele, gera um ônus para o país.

Miran sugere que a imposição de tarifas comerciais ajudaria a redistribuir esse ônus, mas especialistas alertam que isso pode resultar em custos mais altos para os consumidores americanos. A inflação já está afetando os preços dos produtos importados, e o déficit público dos EUA continua a crescer.

Desafios e Críticas

A proposta de Miran enfrenta ceticismo. Economistas como Carlos Primo Braga e Sandra Rios destacam que o cenário global mudou desde os acordos de décadas passadas. A ideia de que os EUA possam desvalorizar o dólar sem a cooperação de outras nações, como China e Rússia, é vista como irrealista. Além disso, o espaço dos EUA no comércio global diminuiu, passando de 20% para 12% nas importações.

As propostas de Miran, se implementadas, podem ter consequências significativas para a economia americana e suas relações comerciais. O futuro da política monetária do Fed e suas implicações para a economia global permanecem incertos.

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