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Hapvida sofre rebaixamentos após surpresas em resultado e queda de 41% na ação

Hapvida (HAPV3) registra terceiro trimestre com sinistralidade de 75,2% e fluxo de caixa livre negativo de R$ 52 milhões; bancos rebaixam recomendações e ações caem 41% no pregão

Hapvida sofre série de ‘downgrades’ após surpresas em resultado e ação despenca 41% | Hospital da Hapvida: modelo verticalizado mostrou resiliência nas regiões Norte e Nordeste, mas aquisições impactaram resultado consolidado
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  • Os resultados do terceiro trimestre mostraram sinistralidade de 75,2% e fluxo de caixa livre negativo de R$ 52 milhões; EBITDA e lucro líquido ficaram abaixo do esperado.
  • As ações da Hapvida caíram 41,48% na quinta-feira, 13 de novembro, encerrando a sessão a R$ 19,13; a queda acumulada em 2025 já supera 40%.
  • Instituições como JPMorgan, Bank of America, BB Investimentos e BTG Pactual reduziram recomendações e ajustaram seus preços-alvo.
  • O EBITDA ajustado caiu 36% e a margem chegou a 7,9%, refletindo endividamento elevado e custos associados às aquisições, incluindo NotreDame Intermédica.
  • A adição líquida de vidas foi de 13.000, abaixo do esperado, em ambiente de concorrência acirrada em São Paulo e Rio de Janeiro e desafios operacionais. A gestora Squadra reconheceu erros na avaliação do investimento.

A Hapvida (HAPV3) enfrenta uma crise após a divulgação de resultados do terceiro trimestre que surpreenderam negativamente o mercado. A operadora de planos de saúde registrou uma sinistralidade de 75,2%, um aumento significativo de 130 pontos base em relação ao trimestre anterior. O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 52 milhões, evidenciando um cenário financeiro desafiador.

As ações da empresa despencaram 41,48% na quinta-feira, 13 de novembro, fechando a R$ 19,13 após o anúncio. A queda acumulada em 2025 já ultrapassa 40%. Analistas de instituições como JPMorgan, Bank of America, BB Investimentos e BTG Pactual rebaixaram suas recomendações e cortaram os preços-alvo, refletindo preocupações com a competição e os custos médicos.

Impacto das Aquisições

A Hapvida, que adotou um modelo verticalizado de baixo custo e expandiu por meio de aquisições, como a da NotreDame Intermédica, agora enfrenta um endividamento elevado e complexidade de gestão. A análise do BTG Pactual destacou que o EBITDA ajustado caiu 36%, resultando na menor margem em três anos, de apenas 7,9%.

A operadora também enfrentou desafios operacionais, com adição líquida de apenas 13.000 vidas, representando menos de 30% do esperado. A alta rotatividade de clientes e a concorrência acirrada em regiões como São Paulo e Rio de Janeiro agravam a situação.

Desafios no Setor

O cenário se complica ainda mais devido a fatores sazonais, como um aumento nas doenças respiratórias e a ampliação das agendas médicas, que elevaram os custos. A recente expansão da rede própria introduziu estruturas em operação que operam com custos elevados, impactando negativamente os resultados.

A gestora Squadra, que possui participação na companhia, admitiu erros na avaliação do investimento e reconheceu a dificuldade em recuperar o capital investido. O sentimento do mercado, que havia melhorado temporariamente em julho e agosto, agora se deteriora, colocando a Hapvida em uma posição vulnerável no setor de saúde.

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