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Mensagem de Feliz Carnaval e próspero Ano Novo é divulgada

Verão recarrega economia: turismo, varejo e sorvetes geram emprego e receita, derrubando a ideia de que tudo começa após o Carnaval

Feliz Carnaval e próspero Ano Novo
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  • Embratur aponta que as passagens internacionais para o verão de 2026 superaram 756 mil, alta de 6,6% em relação ao mesmo período de 2025.
  • Em 2025, o Brasil recebeu mais de 9 milhões de visitantes internacionais, contribuindo para cerca de 8,2 milhões de empregos diretos e indiretos e zelando pelo desempenho do turismo, que representa aproximadamente 8% do PIB.
  • No varejo alimentar, a cesta de verão responde por perto de 20% das vendas do setor, com frutas, água, refrigerante e iogurte entre os itens mais procurados.
  • O setor de sorvetes tem cerca de onze mil empresas e faturamento acima de 14 bilhões de reais; liderança fica com Froneri (Nestlé/R&R Ice Cream) com 23% de participação, seguida pela Unilever.
  • A climatização impulsiona o mercado: em 2024 foram vendidas 5,88 milhões de unidades de ar-condicionado; as vendas de ventiladores cresceram 127% em dezembro de 2025, na Shopee.

O verão volta a operar como motor da economia, desmentindo a impressão de que tudo começa apenas após o Carnaval. Dados recentes mostram força no turismo, varejo e serviços durante a estação, com impactos diretos na empregabilidade e nas vendas.

Levantamento da Embratur indica que, no verão de 2026, de 21 de dezembro a 20 de março, o Brasil recebeu mais de 756 mil bilhetes de passagens aéreas internacionais, alta de 6,6% frente ao mesmo período de 2025. Países como Argentina, Chile, EUA, Portugal e França aparecem entre os maiores emissores.

Ao todo, 2025 fechou com mais de 9 milhões de visitantes internacionais, fortalecendo um conjunto de atividades diretas e indiretas que mantém empregos e movimenta a cadeia do turismo. Estima-se que o setor gere cerca de 8,2 milhões de vagas, e responda por aproximadamente 8% do PIB.

Varejo e cesta de verão

No varejo alimentar, o verão altera o mix de compras e eleva a frequência de reposição rápida. A ideia é uma cesta de verão com atenção das redes, elevando participação no ano inteiro para a casa dos 17,7% nas vendas, chegando próximo a 20% no pico da estação. Em 2025, o valor da cesta cresceu 18,3% frente à média anual.

Frutas, água, refrigerantes e iogurtes figuram entre os itens mais vendidos durante o período quente. A sazonalidade envia sinais claros ao varejo, com maior giro de estoque, promoções sazonais e estratégias de sortimento para atender a demanda de calor.

Sorvetes e climatização

O setor de sorvetes responde pela maior concentração de produção, com mais de 11 mil empresas e faturamento anual superior a 14 bilhões de reais. Em 2025, a liderança ficou com Froneri (Nestlé e R&R Ice Cream) com 23% de participação, seguida pela Unilever, com 13%.

O verão pode representar mais de metade do volume anual para o setor, estimulando contratações temporárias, aumento de força de vendas em praias e eventos. No autosserviço, o sorvete funciona como item isca para compras por impulso.

Quanto à climatização, o mercado registrou 5,88 milhões de unidades de air conditioning em 2024, alta de 38% sobre 2023, impulsionado pela onda de calor e pela busca por conforto térmico. Quando o orçamento não comporta o ar-condicionado, o ventilador ganha espaço: na Shopee, as vendas da categoria subiram 127% em dezembro de 2025 frente a novembro, indicando compras de última hora em períodos mais quentes.

Perspectiva de curto prazo

Esses dados reforçam que a economia do calor avança de forma integrada: turismo, varejo, alimentos e climatização convivem para sustentar empregos, renda e faturamento. A leitura comum de que o negócio só começa após o Carnaval não condiz com a realidade observada no verão.

Há, portanto, uma expansão de demanda em várias frentes, com reflexos diretos no emprego temporário, na produção de bens de consumo e no atendimento direto ao público. A temporada de verão é, para muitos setores, um importante ciclo de negócios.

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