- A Vale Base Metals planeja produzir até um milhão de toneladas de cobre por ano, usando ativos já existentes no Brasil.
- A meta atual é dobrar a produção para setecentos mil toneladas até 2035, com potencial de ir muito além segundo o CEO.
- O executivo Shaun Usmar afirmou que esses ativos vêm sendo discutidos há décadas e ainda não foram desbloqueados.
- Em 2024, apenas quatro mineradoras produziram mais de um milhão de toneladas de cobre: Freeport-McMoRan, BHP, Codelco e Zijin Mining.
- A Vale avalia um projeto conjunto com a Glencore no Canadá (Sudbury) que poderia custar até US$ 2 bilhões e produzir cerca de quarenta e dois mil toneladas por ano.
A Vale Base Metals, unidade de metais básicos da Vale, mira produzir 1 milhão de toneladas de cobre por ano, a partir de ativos já existentes no Brasil, em uma meta que pode ultrapassar o que foi definido para 2035. A iniciativa busca consolidar a posição da empresa entre os maiores fornecedores do metal.
Segundo o CEO da Vale Base Metals, Shaun Usmar, em entrevista à Bloomberg News, os ativos brasileiros discutidos há décadas ainda não foram desbloqueados, o que alimenta o plano de crescimento orgânico. A equipe avalia um pipeline para além do inicialmente previsto.
A meta atual prevê dobrar a produção anual de cobre para 700 mil toneladas até 2035. Usmar afirmou estar confiante de que o portfólio pode levar a produção a 1 milhão de toneladas, mantendo o foco nos ativos no Brasil.
A produção mundial de cobre acima de 1 milhão de toneladas em 2024 ficou com Freeport-McMoRan, BHP, Codelco e Zijin Mining, segundo dados do setor. O metal segue em foco por demanda ligada à eletrificação e à transição energética.
Mercado quer ver crescimento sustentado: o cobre tem apresentado alta de preços desde o fim do ano passado, com preocupações sobre oferta versus demanda. Executivos avaliam o impacto positivo da demanda crescentemente ligada a aplicações industriais.
Além do cobre, a Vale Base Metals atua no níquel, com operações no Brasil, Canadá e Indonésia. A empresa também trabalha em projeto conjunto de cobre com a Glencore no Canadá, envolvendo a Bacia de Sudbury, com custo potencial de até US$ 2 bilhões para produzir cerca de 42 mil toneladas por ano.
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