- O diesel brasileiro abriu a semana com defasagem de cerca de 74% em relação ao preço externo, equivalente a R$ 2,68 por litro, segundo Abicom em parceria com a StoneX.
- O valor nos postos fica quase R$ 3 abaixo do praticado no mercado internacional, o que inicialmente beneficia o consumidor, mas pode prejudicar produtores, refinadores e importadores.
- Para março, as compras asseguram o abastecimento, mas persiste a insegurança sobre importações futuras; para abril, não há previsão de volume intenso de importação.
- A guerra no Oriente Médio aumenta o temor de desabastecimento global, com o menor volume de importações elevando esse risco, segundo a Abicom.
- A Petrobras deixou de seguir a paridade de preços internacionais para evitar repassar volatilidades externas; a Abicom continuará monitorando o cenário com seus associados.
A defasagem do diesel no Brasil permanece elevada, chegando a quase R$ 3 entre o preço interno e o externo. Segundo levantamento diário da Abicom em parceria com a StoneX, o diesel no Brasil está 74% mais barato que o praticado no exterior, com defasagem de R$ 2,68.
Essa diferença beneficia consumidores no curto prazo, já que o repasse das refinarias às distribuidoras é menor que o valor importado. No entanto, o cenário complica a produção de petróleo e a refinação no país, elevando os riscos para importadores.
Em março, a Abicom aponta que as compras garantem o abastecimento interno, mas há insegurança quanto à realização de importações. A situação ocorre em meio a tensões internacionais que afetam o tráfego de petróleo global.
Perspectivas de importação e abastecimento
O presidente-executivo da Abicom ressalta que o momento é de incerteza sobre volumes de importação para abril. A guerra no Oriente Médio intensifica preocupações com desabastecimento mundial, já que a região concentra grande parte da produção de petróleo.
A Petrobras não confirmou novos reajustes de diesel no curto prazo, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A empresa tem deixado de adotar a paridade de preços internacionais para evitar repassar volatilidades, prática que segue sob questionamento setorial. A Abicom continuará monitorando o cenário junto aos seus associados.
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