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Número de leitores de livros cresce e atinge 18% da população

Consumo de livros atinge 18% da população com mais de 18 anos em 2025, registrando 3 milhões de novos leitores; pirataria e falta de livrarias freiam expansão

São Paulo (SP), 02/07/2024 - A Feira do Livro na Praça Charles Miller, no Pacaembu. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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  • Em 2025, 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro, um aumento de 2 pontos percentuais (3 milhões de novos consumidores) em relação a 2024.
  • O estudo, com 16 mil entrevistas em outubro de 2025, aponta que 28% dos não compradores ficaram sem livrarias próximas e 35% disseram que o preço dificulta a compra.
  • As mulheres representam 61% dos consumidores; entre raça, classe e gênero, mulheres negras da classe C respondem por 15% do total.
  • O maior crescimento ocorreu entre jovens de 18 a 34 anos, impulsionado pelo papel das redes sociais na entrada de novos leitores.
  • Em 2025, 80% compraram livro impresso e 20%, digital; 56% costumam comprar via redes sociais, com 53% das compras de livros impressos feitas online e 47% presencialmente.

O número de leitores que compraram ao menos um livro em 2025 aumentou no Brasil, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Nielsen BookData. A pesquisa mostra que 18% da população com mais de 18 anos adquriu livros impressos ou digitais no ano anterior, um ganho de 2 pontos percentuais em relação a 2024.

O estudo Panorama do Consumo de Livros envolveu 16 mil entrevistas realizadas em outubro de 2025, incluindo pessoas que compraram livros ou não no último ano. Entre os não compradores, 28% disseram ter sido desmotivados pela ausência de livrarias próximas e 35% citam o alto preço dos títulos.

Outra parcela diz ter sido impactada pela pirataria. Cerca de 16,3% destacaram ter baixado livros digitais gratuitamente e 16,1% reportaram acesso a PDFs gratuitos. Especialistas indicam que a pirataria representa demanda não atendida pelo mercado, mas é possível transformar esse público em compradores.

Perfil dos consumidores

As mulheres representaram 61% do total, segundo a pesquisa. Entre raças, classes e gêneros, mulheres negras da classe C aparecem como o maior grupo, com 15% do total de leitores.

O maior crescimento ocorreu entre jovens de 18 a 34 anos, com alta de 3,4 pontos percentuais. O impacto das redes sociais foi destacado como porta de entrada para novos leitores, principalmente entre esse grupo.

Mariana Bueno, da Nielsen BookData, ressaltou que livros de colorir contribuíram para o crescimento, com 7,1% da população adulta comprando ao menos um exemplar. Títulos de ficção, especialmente Young Adult, também tiveram papel decisivo.

Modos de aquisição e hábitos

Mais da metade dos consumidores (56%) costumam comprar livros por meio das redes sociais. Entre as leitoras, 76% são mulheres de 25 a 54 anos, representando 26% do total de compradores via plataformas. Nas compras recentes, 80% adquiriram livros impressos e 20% digitais.

A última compra costuma ocorrer pela internet (53%), enquanto 47% ocorreu em loja física. Em termos de lançamento, 70% acompanham novidades com apoio de sites de compras, indicações de pessoas próximas, livrarias ou criadores de conteúdo.

O estudo reforça a importância das livrarias e bibliotecas para o consumo de livros. Para a maioria dos leitores, o espaço representa tanto relaxamento quanto conexão com cultura e conhecimento. A administração do mercado editorial aponta para continuidade desse crescimento.

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