- A safra de cana-de-açúcar de 2025/26 deve crescer quatro por cento, chegando a seiscentos e vinte milhões de toneladas.
- A área plantada deve atingir nove milhões e quatrocentos mil hectares, com produtividade de setenta e quatro toneladas por hectare.
- A produção de açúcar deve ficar em cerca de trinta e cinco milhões de toneladas, redução de aproximadamente dez por cento em relação à safra anterior.
- A produção de etanol deve chegar a aproximadamente trinta e três bilhões de litros, sendo cerca de setenta por cento de origem renovável.
- O redesenho do perfil da cana, com mais etanol e menos açúcar, reflete políticas de descarbonização e maior demanda interna por biocombustíveis, fortalecendo o papel do Brasil no setor.
A safra de cana-de-açúcar no Brasil deve crescer cerca de 4% na safra 2025/26, chegando a 620 milhões de toneladas, segundo a Conab. O perfil da cana está mudando, com maior foco na produção de etanol, especialmente renovável, e menos açúcar.
A área plantada deve somar 9,4 milhões de hectares, e a produtividade chegar a 70,4 t/ha. A produção de açúcar fica prevista em torno de 35 milhões de toneladas, queda de 10% em relação à safra anterior.
A elevação da produção de etanol está ligada a políticas de descarbonização e à demanda por biocombustíveis. O mercado de etanol tem mostrado maior rentabilidade que o açúcar, segundo o presidente da Conab, Daniel de Oliveira.
Perfil da safra em mudança
A produção de etanol deve alcançar cerca de 33 bilhões de litros na safra 2025/26, incremento de 8% frente à anterior. Aproximadamente 70% desse total deve ser etanol de origem renovável, produzido a partir da cana-de-açúcar.
O crescimento do etanol também é alimentado por incentivos ao uso de combustíveis renováveis e pela maior demanda interna, impulsionada pelo mercado de veículos flex e pelo programa de renovação de frotas comerciais.
Especialistas apontam que a diversificação da produção e a adoção de tecnologias mais eficientes são estratégicas para manter a competitividade do setor sucroenergético frente às mudanças de demanda.
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