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Número de consumidores de livros atinge 18% da população brasileira

Cresce para 18% a participação de brasileiros acima de 18 que compraram ao menos um livro em 2025, ampliando potencial de mercado, apesar de custos e pirataria

Número de consumidores de livros cresce no Brasil
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  • Em 2025, 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro (impresso ou digital), um ganho de 2 pontos percentuais e 3 milhões de novos consumidores em relação a 2024.
  • O estudo Panorama do Consumo de Livros, com 16 mil entrevistas, aponta que 28% dos não compradores saíram por falta de livraria perto e 35% pela percepção de preço.
  • As mulheres representam 61% dos consumidores. Entre raça, classe e gênero, mulheres negras da classe C respondem por 15% do total.
  • O maior crescimento ocorreu entre jovens de 18 a 34 anos; 7,1% da população adulta comprou ao menos um exemplar de colorir, equivalente a cerca de 11 milhões de pessoas e 40% do total de leitores.
  • Redes sociais são utilizadas na compra por 56% dos consumidores; na última aquisição, 80% foi de livro impresso e 20% digital; 53% compraram online, 47% presencialmente. Livrarias são vistas como espaços de relaxo (53%) e conexão com cultura (46%).

O número de consumidores de livros no Brasil aumentou em 2025. Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Nielsen BookData, 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro, impresso ou digital, no ano passado. O crescimento foi de 2 pontos percentuais, equivalente a 3 milhões de novos leitores.

O estudo Panorama do Consumo de Livros revelou que 16 mil entrevistas foram realizadas em outubro de 2025. Entre os não compradores, 28% disseram ter sido desmotivados pela falta de livraria próxima e 35% apontaram o preço como entrave. Outros motivos incluíram acesso a materiais gratuitos em formato digital.

Perfil dos consumidores

As mulheres representam 61% do total. Entre raça, classe e gênero, mulheres negras da classe C respondem por 15% do total de leitores, o maior grupo identificado.

O maior crescimento ocorreu entre jovens de 18 a 34 anos, com ganho de 3,4 pontos percentuais. A presidente da CBL, Sevani Matos, atribui a expansão às redes sociais, criadores de conteúdo e comunidades online que ajudam a divulgar leitura.

A pesquisadora Mariana Bueno destacou que 7,1% da população adulta comprou ao menos um livro de colorir, correspondendo a cerca de 11 milhões de pessoas. Segundo ela, títulos de ficção, especialmente Young Adult, impulsionaram o recorte de consumo.

Modos de compra e hábitos

Mais da metade dos leitores (56%) faz compras via redes sociais. Entre consumidoras, 25–54 anos representam 76% das compras nesse canal, respondendo por 26% do total de compradores.

Na última compra, 80% optaram pelo livro impresso, e 20% pela edição digital. Em relação a lançamentos, 70% acompanharam novidades por sites de compras (34%), indicações de pessoas próximas (30%), livrarias (24%) e criadores de conteúdo (22%).

As livrarias aparecem como espaço estratégico: 53% consideram-nas locais para relaxar e explorar, 46% associam-nas à cultura e ao conhecimento. Em compras de livro impresso, 53% ocorreram via comércio online e 47% foram presenciais.

Observações finais

A presidente da CBL reforça que o livro é uma experiência cultural, não apenas um produto. Fortalecer livrarias, bibliotecas e políticas de acesso é visto como essencial para sustentar o crescimento do setor.

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