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Vendas de whiskey americano caem 19% em relação ao ano anterior

Exportações de uísque americano caem 19% em 2025, com estoques elevados e incertezas tarifárias freando o setor, aponta Discus

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  • As exportações de uísque americano caíram quarenta e dezenove por cento em 2025, totalizando uma redução de US$ 250 milhões, segundo a Discus (Conselho de Bebidas Alcoólicas dos EUA).
  • No conjunto, as exportações de destilados recuaram 3,8% no ano, enquanto as vendas domésticas de destilados dos EUA caíram 2,2%, intensificando a queda em relação ao ano anterior.
  • Kentucky liderou as exportações, com mais de US$ 799 milhões em remessas em 2025, seguido pela Tennessee, com US$ 793 milhões (grande parte de Jack Daniel’s).
  • A queda nas exportações foi puxada por atritos comerciais e receios de tarifas: Canadá proibiu a venda de destilados americanos em março de 2025, e o bloco europeu enfrentou exportações fortes antes de possíveis tarifas; EUA ainda enfrentam incerteza de tarifa de até 30% na UE.
  • Os principais mercados de exportação em 2025 foram UE (US$ 1,2 bilhão), Reino Unido (US$ 153 milhões), Austrália (US$ 138 milhões), México (US$ 127 milhões) e Canadá (US$ 89 milhões), respondendo por 72% das exportações.

O desempenho das bebidas destiladas nos Estados Unidos piorou em 2025, com as exportações de whiskey americano recuando 19% e atingindo uma queda de US$ 250 milhões. O sector de destilados teve uma queda global de 3,8% nas exportações, enquanto as vendas domésticas recuaram 2,2%. A análise é do Distilled Spirits Council of the United States (Discus).

O relatório aponta que distilarias de Kentucky e Tennessee esperavam reduzir estoques recorde por meio de mais exportações, mas a demanda externa ficou prejudicada pela incerteza tarifária. Aproximadamente 16 milhões de barris de excesso de estoque permaneciam em Kentucky no fim de 2025. Discus enfatizou a necessidade de comércio estável e sem tarifas para manter o crescimento do setor.

Mercados e impactos

Kentucky liderou as exportações em 2025, com mais de US$ 799 milhões enviados ao exterior, seguido por Tennessee, com US$ 793 milhões (em grande parte da produção de Jack Daniel’s). A desaceleração global foi atribuída a atritos comerciais, retaliações e frentes econômicas mais amplas.

Entre os principais obstáculos, o relatório destaca a proibição canadense de venda de bebidas norte-americanas desde março de 2025, consequência de tensões políticas. As exportações para o Canadá caíram mais de 70% desde a implementação da medida, com queda de US$ 143 milhões entre março e dezembro.

Em relação à União Europeia, as exportações dos EUA recuaram 35% em 2025, após antecipação de envios no segundo semestre de 2024 para evitar tarifas. Ainda há incerteza sobre a possível tarifa de até 30% no bloco a partir de agosto.

A exportação para o Japão também caiu 28%, totalizando US$ 57 milhões. O impacto agregado dessas mudanças é sentido no conjunto de exportadores norte-americanos, que veem menor liquidez para reduzir estoques elevados.

Principais destinos

Os cinco principais mercados de exportação de bebidas dos EUA em 2025 foram, respectivamente, a UE (US$ 1,2 bilhão), Reino Unido (US$ 153 milhões), Austrália (US$ 138 milhões), México (US$ 127 milhões) e Canadá (US$ 89 milhões). Juntos, representaram cerca de 72% das exportações totais de destilados.

Discus ressaltou que, com a demanda interna em baixa, manter o volume de exportações é essencial para reduzir estoques excedentes e sustentar os produtores de whiskey norte-americano. A continuidade de incertezas comerciais pode ampliar pressões financeiras sobre os destiladores dos EUA.

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