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Ternium entra na fase de colheita; BTG eleva preço-alvo

BTG eleva o preço-alvo da Ternium para US$ 53, prevendo transição de capex para fase de colheita com maior geração de caixa e dividend yield próximo de 10%

Ternium está entrando na “fase de colheita.” BTG aumenta o preço-alvo
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  • O BTG Pactual manteve a recomendação de compra para a Ternium e elevou o preço-alvo de US$ 45 para US$ 53, destacando a entrada da empresa na “fase de colheita” de caixa após um ciclo pesado de capex.
  • A firma aponta que a nova fase ainda não está totalmente precificada pelo mercado, justificando o rating de compra.
  • O BTG projeta um free cash flow yield de cerca de 12% para 2027 e caixa líquido ao fim de 2027, abrindo espaço para maior alocação de capital aos acionistas, com potencial para dividend yield próximo de 10%.
  • O múltiplo EV/EBITDA deve comprimir para cerca de 3x em 2027 conforme o ramp-up de Pesquería, com melhoria de execução e maior conversão de fluxo de caixa livre.
  • Estimativas sugerem EBITDA de US$ 2,83 bilhões em 2027 e lucro líquido de US$ 1,35 bilhão no mesmo ano, com a margem EBITDA por tonelada estimada em US$ 180 em 2027.

BTG Pactual manteve a recomendação de compra para a Ternium e elevou o preço-alvo de US$ 45 para US$ 53. O banco diz que a siderúrgica ítalo-argentina está entrando numa fase de colheita de caixa, após um ciclo pesado de capex. O mercado ainda não precificou totalmente essa mudança, segundo a instituição.

A análise destaca que a entrada em operação do laminador de placas de Pesquería, no México, até o fim de 2026 deve impulsionar a geração de caixa em 2027. Com isso, a Ternium passaria de um período de capex elevado para produção com maior margem, segundo o relatório.

O BTG projeta um free cash flow yield de cerca de 12% para 2027, o que pode manter a empresa com caixa líquido ao redor do fim do próximo ano. O estudo aponta espaço para maior alocação de capital aos acionistas, com dividend yield próximo de 10%.

Perspectivas de resultados e avaliação

Segundo o analista Leonardo Correa, a transição envolve monetização do ciclo de investimentos e melhoria do EBITDA por tonelada. O banco espera EBITDA de US$ 2,83 bilhões em 2027, frente US$ 1,38 bilhão em 2026 e US$ 347 milhões de lucro líquido em 2025, crescendo para US$ 1,35 bilhão em 2027.

A margem de EBITDA por tonelada deve evoluir para US$ 180 em 2027, ante US$ 100 em 2026. O múltiplo EV/EBITDA da Ternium ficaria próximo de 3x em 2027, com o ramp-up de Pesquería contribuindo para uma recuperação do múltiplo rumo a níveis historicamente mais altos.

Correa ressalta que parte do ceticismo já incorporou um re-rating, mas o cenário para 2027 contempla melhor execução operacional e maior geração de caixa. Ele cita que o desconto histórico ligado à Venezuela e à Argentina já deixou de pesar tanto, segundo a visão do analista.

O BTG aponta ainda que uma potencial revisão do USMCA, prevista para meados deste ano, poderia destravar a atividade industrial no México, principal mercado da Ternium, representando risco/risco de upside para a tese. A empresa é controlada pela Usiminas, com 71% do capital votante, e tem valor de mercado estimado em US$ 8,3 bilhões na NYSE.

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