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PL dos entregadores por app é contraditório, afirma CEO do iFood

CEO do iFood afirma que o PL dos entregadores traz demandas por flexibilidade, previsibilidade e remuneração digna, e alerta para custos aos pequenos restaurantes com fim da escala 6x1

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  • O CEO do iFood, Diego Barreto, aponta três desejos dos entregadores: flexibilidade, previsibilidade de ganhos e remuneração digna com segurança.
  • Ele destaca que muitas trabalhadoras precisam conciliar o serviço com a creche, valorizando a possibilidade de interromper o trabalho quando necessário.
  • O fim da escala 6×1 pode aumentar custos para pequenos restaurantes em até 25%, impactando o setor de alimentação no Brasil.
  • O cenário envolve que 70% dos restaurantes são pequenos e 75% dos estabelecimentos são liderados por mulheres, segundo Barreto.
  • Independentemente da opção adotada, o repasse de custos ao consumidor é citado como provável, com riscos de queda de demanda caso os preços subam.

Durante entrevista ao Hot Market, o CEO do iFood, Diego Barreto, comentou o debate sobre o Projeto de Lei dos entregadores. O tema envolve demandas por flexibilidade, previsibilidade e remuneração digna, além de impactos para o pequeno varejo.

Barreto destacou que as entregas pedem horários flexíveis para conciliar vida pessoal, especialmente para quem tem filhos. A possibilidade de interromper o trabalho também foi citada como vantagem para a categoria. Outro ponto é a segurança financeira ao longo do dia.

Segundo o executivo, o PL traz ganhos como a previdência com contribuição das plataformas e a cobrança de seguro aos entregadores, embora nem todas as empresas ofereçam esse benefício hoje. Esses itens são vistos como avanços pelo setor.

Demandas dos entregadores

A flexibilização aparece como prioridade, seguida pela previsibilidade de ganhos diários. Além disso, há a busca por remuneração adequada e por mecanismos de proteção que promovam segurança no trabalho.

Barreto reforça que a discussão envolve também a sustentabilidade financeira das empresas, já que mudanças na remuneração e em custos trabalhistas afetam operações e preços ao consumidor.

Fim da escala 6×1 e impactos

O programa abordou a possível extinção da escala 6×1, estimando aumento de custos para pequenos restaurantes entre 15% e 25%. A mudança na jornada de 44 para 36 horas é citada como o principal gatilho de impacto.

O setor de alimentação brasileiro é composto majoritariamente por estabelecimentos de pequeno porte, com equipes reduzidas. A consequência esperada é a repasse de custos ao consumidor, seja pela redução de funcionários ou pelo reajuste de preços.

Impacto nos pequenos negócios

Empreendedores costumam enfrentar margens apertadas e capital de giro limitado. A opção entre fechar um dia da semana ou contratar alguém a maior pode reduzir lucros ou elevar preços ao consumidor.

Barreto alerta que qualquer caminho escolhido tende a aumentar custos para os clientes. Ainda assim, ressalta a importância de manter a dignidade e a renda das pessoas, defendendo modos de assegurar ambos os objetivos.

O debate, conforme o CEO, envolve equilíbrio entre proteção social e viabilidade econômica para restaurantes de menor porte. O Hot Market é apresentado por Rafale Furlanetti e vai ao ar aos domingos na CNN Brasil.

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