- Brava Energia está oferecendo participações em ativos terrestres e marítimos, avaliando potenciais parcerias; Bradesco não comentou.
- Data rooms foram instalados para alguns ativos, incluindo participações na bacia Potiguar e em campos marítimos como Atlanta e Papa Terra.
- Não está claro se a empresa pretende vender tudo ou usar desinvestimentos para atrair parceiros; há planos de perfurar quatro poços offshore este ano em Atlanta e Papa Terra.
- Em março, a Brava produziu o equivalente a 74.247 barris de petróleo por dia e trabalha para restabelecer totalmente a produção na bacia Potiguar após auditoria da Agência Nacional do Petróleo.
- O processo de venda ganhou tração após a nomeação de Richard Kovacs como presidente em janeiro; ações da Brava tiveram retorno de cerca de 26% neste ano, abaixo de concorrentes.
Brava Energia está em processo de venda de ativos em parceria com o Bradesco, segundo pessoas familiarizadas com o assunto consultadas pela Bloomberg News. A produtora brasileira de petróleo avalia participações em campos terrestres e marítimos, com a Bradesco sem se manifestar oficialmente.
A empresa já abriu data rooms para due diligence de alguns ativos, incluindo áreas na bacia Potiguar e participações marítimas em Atlanta e Papa Terra. Não há confirmação sobre se a Brava pretende vender tudo ou buscar parceiros para manter parte dos ativos.
A Brava confirma que avalia constantemente parcerias, investimentos e desinvestimentos para maximizar valor e sinergias operacionais. A Bradesco não comentou o assunto. O processo de venda ganhou impulso após a assunção de Richard Kovacs como presidente em janeiro.
Desinvestimentos e planos de produção
A Brava pretende perfurar quatro poços offshore neste ano, nos campos Atlanta e Papa Terra, para impulsionar a produção. Em março, a empresa manteve produção equivalente a 74.247 barris/dia, com esforços para restabelecer totalmente a operação na bacia Potiguar, paralisada pela ANP para auditoria em outubro.
A companhia foi criada em 2024 a partir de uma fusão de duas petroleiras, com foco em gestão ativa de portfólio e busca por ações que acelerem a criação de valor. A mudança na liderança é vista pelo mercado como potencial catalisador para uma gestão de portfólio mais ativa.
As ações da Brava tiveram retorno total de 26% neste ano, abaixo de rivals como Prio (57%) e Petrobras (55%), segundo dados compilados pela Bloomberg. O desempenho influencia a avaliação de potenciais acordos e parcerias.
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