- Conor McGregor e Artem Lobov fecharam um processo sobre a marca Proper No. 12, previsto para julgamento no High Court de Dublin a partir de 16 de abril, mas o caso foi resolvido por acordo.
- Lobov alegava ter direito a 5% do preço de venda da marca, com base em um suposto acordo verbal; McGregor negou.
- Em 2021, a Proper No. 12 foi vendida para a Proximo Spirits, responsável pela Jose Cuervo, por cerca de 600 milhões de dólares; McGregor teria ficado com cerca de 100 milhões.
- O acordo financeiro não foi divulgado; McGregor afirmou agradecer a Lobov pelo trabalho dele no negócio de whiskey.
- McGregor não participou da sessão; o juiz elogiou as partes por chegarem a um acordo em vez de seguir para a audiência.
Conor McGregor resolveu judicialmente uma disputa com o ex-aliado Artem Lobov sobre a marca de uísque Proper No. 12. A ação, que seria julgada na High Court de Dublin, teve acordo anunciado nesta semana e não terá prosseguimento judicial.
O litígio envolvia uma alegação de Lobov de que teria direito a 5% do preço de venda da marca Proper No. 12. O assunto ganhou contorno após a venda da marca, em 2021, para a Proximo Spirits, dona da Jose Cuervo. O negócio atingiu cerca de 600 milhões de dólares.
A audiência estava marcada para começar no dia 16 de abril e seguir por oito dias. Lobov, representado pelo advogado Andrew Walker, informou ao juiz que o acordo havia sido fechado e que não haveria julgamento.
O consórcio por trás da marca foi liderado por McGregor, que a lançou em 2018. A Proximo comprou a maior parte da Proper No. 12 em 2021, com McGregor ficando com parte expressiva do valor, segundo reportagens do setor. Os detalhes financeiros da resolução não foram divulgados.
Histórico da controvérsia
Lobov afirma que a ideia da marca foi dele e que existiria um acordo verbal garantindo participação de 5% no negócio caso fosse vendido. A defesa de McGregor nega a existência de tal acordo, destacando que a marca foi criada, desenvolvida e promovida por McGregor.
Antes da criação da Proper No. 12, os dois eram próximos treinadores e parceiros de treino na Irlanda. Lobov sustenta que, no momento da formatação do negócio, houve promessas que não foram atendidas após o lucro com a venda.
Desfecho do processo e próximos passos
O acordo, anunciado na véspera, encerra a etapa judicial aberta em 2022. McGregor, que não participou da sessão, divulgou uma mensagem em que agradece o esforço de Lobov para o negócio do uísque. O texto não teve valor financeiro divulgado.
A juíza elogiou as partes por buscarem a resolução por meio do acordo, em vez de manter o caso na corte. McGregor declarou estar satisfeito com a resolução para poder concentrar-se no treino e na próxima luta prometida para julho em Las Vegas.
Contexto do negócio e desdobramentos
A trajetória da Proper No. 12 teve momentos de tensão, com críticas ao nome e até retiradas de lojas em algumas ocasiões. O histórico do empreendimento envolve investimentos, campanhas de promoção e desafios de imagem pública ligados a McGregor.
O episódio de hoje não implica uma conclusão sobre a viabilidade da marca, mas encerra uma disputa pessoal entre os dois atletas. As informações sobre o acordo permanecem confidenciais entre as partes envolvidas.
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