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Estiagem e calor reduzem safra de cana em 0,5%

Mesmo com safra de cana caindo 0,5% por estiagem, país registra maior fabricação de etanol da história e segunda maior de açúcar

Cana
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  • Safra de cana 2025/26 terminou em 31 de março com 673,2 milhões de toneladas, queda de 0,5% em relação à temporada anterior.
  • Mesmo com a menor produção de cana, o país teve a maior fabricação de etanol da história e a segunda maior de açúcar; é a terceira maior safra de cana já registrada.
  • Produtividade média caiu 2,6%, para 75.184 kg/ha, e a área colhida atingiu 8,95 milhões de hectares, 2,1% acima da temporada anterior.
  • A redução deveu-se a restrições hídricas, chuvas irregulares, calor excessivo e incêndios no Centro-Sul.
  • Açúcar produzido foi de 44,2 milhões de toneladas (+0,1%); o etanol total (cana e milho) soma 37,5 bilhões de litros (+0,8%), com 14,09 bilhões de litros de etanol anidro e 23,41 bilhões de litros de etanol hidratado.

A safra de cana-de-açúcar 2025/26, encerrada em 31 de março, alcançou 673,2 milhões de toneladas, conforme a Conab. O volume ficou 0,5% menor que o ciclo anterior, impactado por estiagens e calor excessivo. Mesmo assim, o Brasil registrou recorde na produção de etanol e a segunda maior de açúcar.

A redução de cana foi compensada pela maior fabricação de etanol da história e pela sólida oferta de açúcar. A série histórica aponta ainda que a safra fica entre as três maiores já registradas, atrás apenas de 2022/23 e 2024/25. A menor produtividade não impediu expansão da área plantada.

A queda na produção de cana decorre de restrições hídricas, principalmente na Região Centro-Sul, com chuvas irregulares, calor intenso e incêndios em parte dos canaviais. Esses fatores elevaram o desafio no manejo das lavouras desenvolvidas em 2024.

A produtividade média caiu 2,6%, para 75.184 kg/ha, enquanto a área colhida subiu para 8,95 milhões de hectares, alta de 2,1% frente ao ciclo anterior. A ampliação da área ajudou a manter o volume de cana disponível.

Produção de açúcar e etanol

A menor oferta de matéria-prima influenciou a composição entre açúcar e etanol. Foram 44,2 milhões de toneladas de açúcar produzidas em 2025/26, quase estáveis frente a 2024/25 (+0,1%). O mercado favoreceu, de modo geral, a fabricação de adoçante.

A produção total de etanol, somando cana e milho, alcançou 37,5 bilhões de litros, com alta de 0,8% ante o ciclo anterior. Considerando apenas o etanol a partir da cana, houve queda de 6,9%. Desse total, 14,09 bilhões de litros são de etanol anidro e 23,41 bilhões de litros de etanol hidratado.

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