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Parcela de domicílios próprios cai em dez anos, alugados sobem, diz IBGE

A parcela de domicílios próprios cai para 60,2%, enquanto a de alugados avança 54,1% desde 2016, totalizando 18,8 milhões de lares alugados

Vista da cidade de São Paulo — Foto: Sérgio Souza/Pexels
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  • Em 2025, 60,2% dos domicílios eram próprios e já pagos, frente a 66,8% em 2016, queda de 6,6 pontos percentuais.
  • A participação de lares alugados subiu de 18,4% em 2016 para 23,8% em 2025, aumento de 5,4 pontos percentuais.
  • No total, domicílios próprios aumentaram 7,2% (para 47,752 milhões) e lares alugados cresceram 54,1% (para 18,881 milhões).
  • Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua — Características gerais dos domicílios e dos moradores 2025, do IBGE.
  • O estudo aponta menor participação de casas (de 86,1% para 82,7%) e maior presença de apartamentos (de 13,7% para 17,1%), em meio a urbanização e busca por segurança em condomínios.

O Brasil registrou queda no share de domicílios próprios quitados em 2025, conforme a PNAD Contínua do IBGE. Em 10 anos, a participação de lares com imóvel próprio caiu de 66,8% para 60,2%. Ao mesmo tempo, a parcela de alugados subiu de 18,4% para 23,8%.

No aspecto absoluto, domicílios próprios e quitados cresceram 7,2%, chegando a 47,752 milhões. Já o número de lares alugados avançou 54,1%, totalizando 18,881 milhões. Os dados foram divulgados pelo IBGE na PNAD Contínua 2025, nesta sexta-feira (17).

Quais fatores explicam o movimento? A visão de analistas aponta renda em alta recente, mas com dificuldades de acesso à aquisição de imóveis. O custo de financiamento e a inflação ajudam a limitar a compra, favorecendo o aluguel como alternativa.

Mudanças no perfil de moradia

Entre 2016 e 2025, a participação de casas entre os tipos de moradia caiu de 86,1% para 82,7%, enquanto apartamentos subiram de 13,7% para 17,1%. A urbanização intensa e a percepção de maior segurança em condomínios ajudam a explicar a migração para unidades menores.

Segundo o analista William Kratochwill, a tendência aponta para maior densidade urbana. A busca por proximidade do trabalho e do lazer favorece edifícios, em vez de obras com mais espaço. A dinâmica econômica e o custo da moradia seguem como fatores centrais.

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