- Bancos credores apresentaram nova proposta de reestruturação da dívida da Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, para facilitar renegociação e evitar inadimplência.
- O plano prevê que trinta por cento do valor obtido com a venda de ativos na Argentina seja destinado ao abatimento da dívida da companhia.
- Os credores também demandam a saída de Rubens Ometto, presidente da Cosan, do conselho de administração da Raízen, como condição para aprovação.
- A negociação ainda está em estágio inicial e precisa de aprovação dos credores e do conselho da Raízen nos próximos meses.
- A Raízen busca fortalecer atuação em biocombustíveis, ampliar produção de etanol e açúcar, e manter continuidade e crescimento no mercado brasileiro.
A proposta de reestruturação de dívida apresentada pelos bancos credores à Raízen visa facilitar renegociações e evitar inadimplência. O plano prevê destinar 30% do valor arrecadado com a venda de ativos na Argentina ao abatimento da dívida.
Os credores também exigem mudanças na gestão, com a saída de Rubens Ometto, CEO da Cosan, do conselho da Raízen. Ometto é presidente da Cosan, acionista da joint venture com a Shell.
A Raízen enfrenta dificuldades devido ao endividamento elevado e ao cenário econômico desafiador na Argentina, onde possui ativos relevantes. A venda desses ativos figura como estratégia para aliviar o peso financeiro.
O acordo ainda está em negociações e deve passar pela aprovação dos credores e do conselho da Raízen nos próximos meses. A expectativa é que a proposta siga adiante para sustentar o crescimento da empresa.
Elementos da negociação
A Raízen mira fortalecer sua posição no setor de biocombustíveis, com foco na produção de etanol e açúcar, areas com perspectivas de crescimento no Brasil. A operação busca manter a continuidade das atividades e ampliar operações.
A empresa é uma das maiores produtoras de etanol no Brasil e atua como aliada de distribuição de combustíveis, com atuação relevante no mercado de energia renovável. A proposta de reestruturação é vista como caminho para estabilidade.
Fontes próximas às negociações indicam que o acordo pode incluir condições adicionais para aprovação, sujeitas a ajustes conforme as partes envolvidas avaliem impactos financeiros e estratégicos.
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