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Relógios de luxo enfrentam tempestade com guerra e custos em alta

Conflito no Oriente Médio reduz varejo de relógios de luxo em até cinquenta por cento, elevando riscos e pressionando exportações com a valorização do franco suíço

Relógios da Audemars Piguet na Dubai Watch Week em 2025: setor depende há muito tempo dos moradores ricos do Oriente Médio e dos turistas que visitam a região.
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  • Oriente Médio respondia por cerca de 10% do mercado global de relógios e, com a guerra, varejistas operam entre 50% e 70% da capacidade.
  • Vendas na região do Golfo chegaram a 2,21 bilhões de francos, com os Emirados Árabes Unidos respondendo por mais da metade.
  • A valorização do franco suíço corrói as receitas de exportação no setor de relógios.
  • Executivos apontam diversificação como chave, mirando Estados Unidos e Índia; Audemars Piguet destaca estratégia de não depender de uma única região.
  • A recuperação pode depender da duração do conflito; lojas na região sofreram interrupções (Dubai ficou fechada por um dia, Tel Aviv opera de forma intermitente).

A indústria de relógios de luxo encara um cenário de aperto financeiro em meio ao conflito que atinge o Oriente Médio, responsável por cerca de 10% do mercado global. A região, antes de o Irã iniciar conflito, apresentava crescimento no setor, mas hoje enfrenta queda de atividade entre varejistas e pressão cambial.

A guerra elevou a incerteza logística e freou pedidos, com varejistas operando entre 50% e 70% da capacidade. Em Dubai, por exemplo, a boutique da Audemars Piguet ficou fechada por um dia por segurança, antes de reabrir. Tel Aviv mantém operações irregulares conforme as condições locais.

Perspectivas regionais e estratégias

O desempenho do Golfo aponta para uma demanda menor, apesar de o mercado local ter movido 2,21 bilhões de francos e os Emirados responderem por mais da metade. Executivos veem necessidade de diversificação geográfica, buscando EUA e Índia como novos motores de crescimento.

A valorização do franco suíço agrava a pressão sobre as receitas de exportação, impactando sobretudo os relógios de alto padrão. Pequenos fabricantes da cadeia de fornecimento enfrentam custos maiores e maior risco de aquisição por grandes grupos.

Empresas de luxo, como Audemars Piguet, Breitling e outras, analisam ajustes de volume e distribuição na região. A oferta de produtos para o Oriente Médio foi retomada gradual, sinalizando recuperação que dependerá da duração do conflito.

Cenário futuro e limitações

Executivos destacam incerteza quanto à duração do conflito para avaliar a retomada. A expectativa é de menor dinamismo no curto prazo, com recuperação vinculada à evolução geopolítica. A consolidação entre fornecedores também aparece como tendência provável, segundo fontes do setor.

Relógios de topo continuam a depender de demanda do consumidor de alto poder aquisitivo na região, enquanto marcas com entrada de luxo enfrentam maior volatilidade de vendas diante do ambiente atual. A Bloomberg acompanhou o tema com base em fontes do setor.

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