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Plano bilionário busca reduzir dependência brasileira de fertilizantes

Projeto SAP, em parceria com a Petrobras, usa mineração por dissolução em águas profundas para reduzir importação de potássio e fortalecer a segurança alimentar

Plataforma offshore em construção no litoral de Sergipe
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  • SAP projets em Sergipe-Alagoas utiliza mineração por dissolução em águas profundas (solution mining) para extrair potássio, com salmoura aquecida a 2.500 metros e evaporação para separação do potássio; foco em ESG e redução de riscos ambientais.
  • Parcela da Petrobras na parceria, com potencial de reaproveitar plataformas em descomissionamento, promovendo economia circular e menor impacto ambiental.
  • A fase inicial prevê produção de 2 milhões de toneladas por ano, com economia de cerca de US$ 800 milhões em divisas e até 3.800 empregos diretos e indiretos.
  • O Brasil depende fortemente de importações de potássio (cerca de 97%), com 14 milhões de toneladas importadas em 2025, quase metade da Rússia; a produção doméstica é hoje concentrada no complexo Taquari-Vassouras (SE), que passou a ser controlado pela VL Mineração em 2025.
  • O SAP ainda precisa de aprovações regulatórias (IBAMA) para descarte de salmoura e conclusão do Estudo de Pré-Viabilidade, além de atrair investidores estratégicos para avançar as próximas etapas.

O Brasil avança com o Projeto SAP, uma iniciativa bilionária para reduzir a dependência de fertilizantes importados. Localizado na Bacia de Sergipe-Alagoas, o plano envolve mineração por dissolução em águas profundas e conta com a parceria estratégica da Petrobras. O objetivo é ampliar a autossuficiência do potássio (KCl e fertilizante) até 2030, fortalecendo a segurança alimentar.

A proposta, parte do Plano Nacional de Fertilizantes 2050, utiliza solução de mineração para dissolver silvinita a 2.500 metros de profundidade, com salmoura aquecida que, após evaporação, separa o potássio. O modelo reduz risco ambiental ao eliminar barragens e aposta em economia circular com reaproveitamento de plataformas de óleo e gás.

A South Atlantic Potash S.A. detém autorização de pesquisa de cerca de 81 mil hectares, com reserva estimada de 3,52 bilhões de toneladas de silvinita. A fase inicial mira produção de 2 milhões de toneladas anuais, gerando cerca de 3.800 empregos e economia de US$ 800 milhões em divisas por ano. A empresa busca investimento estratégico para viabilizar as próximas etapas.

Inovação tecnológica e sustentabilidade

O projeto se diferencia por não depender de métodos convencionais de extração. A técnica de dissolução em águas rasas favorece viabilidade técnica, menor complexidade operacional e menor custo logístico. A parceria com a Petrobras prevê aproveitamento de plataformas em descomissionamento, transformando passivos da indústria de óleo e gás em ativos para o agronegócio.

Panorama do setor de fertilizantes no Brasil

Historicamente, o potássio no país ficou concentrado no complexo Taquari-Vassouras, em Sergipe, desde 1985. Em novembro de 2025, o ativo passou a ser controlado pela VL Mineração, ligada à família Mendonça Ramos. O Brasil permanece dependente de importações para atender a demanda interna.

Amazônia e outras regiões também concentram investimentos, com projetos como o da Brazil Potash, em Autazes (AM), buscando viabilizar uma mina de grande porte. Tais iniciativas ampliam a diversidade de fornecedores e visam reduzir vulnerabilidades geopolíticas ligadas a importações.

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