- PDAC 2026, em Toronto, reuniu mais de 32 mil participantes e consolidou debates sobre governança e caminhos da mineração.
- A Axía Mineração, do Brasil, participou do encontro; o diretor executivo Leonardo Prudente ressaltou a importância da governança, da padronização de processos e da rastreabilidade de dados geológicos.
- Um estudo da Data Bridge Market Research projeta mercado global de mineração base metals atingir US$ 767,49 bilhões até 2032, impulsionado por cobre, alumínio, níquel e zinco.
- Entre os metais em foco, destaque para cobre e ouro, com atenção também a lítio, níquel, grafita e terras raras.
- A Axía aponta atuação em ativos estratégicos no Goiás, como a jazida de cobre em Bom Jardim, e vê vantagem competitiva no Brasil pela base geológica, com desafios como licenciamento ambiental e infraestrutura.
Durante a PDAC 2026, em Toronto, debates destacaram a governança técnica como tema central do maior encontro de mineração do mundo, que reuniu mais de 32 mil participantes nos quatro dias de evento. O foco foi entender como estruturar projetos com transparência e controle técnico desde o início.
Participantes de empresas, investidores e especialistas discutiram tendências que devem impactar o setor nos próximos anos, com ênfase na credibilidade de projetos Greenfield e na padronização de processos para rastreabilidade de dados geológicos.
Profissionais mostraram interesse renovado por cobre e ouro, destacando a importância de projetos de grande escala, boa governança e custos operacionais baixos. Também houve debate sobre lítio, níquel, grafita e terras raras.
A Axía Mineração, brasileira, marcou presença na conferência. O diretor executivo Leonardo Prudente afirmou que as discussões reforçam a necessidade de estruturas de governança robustas, transparência e comunicação técnica alinhada a padrões internacionais.
Segundo Prudente, a padronização de procedimentos e a clareza de relatórios, com conformidade a normas como NI 43-101 e JORC, elevam a competitividade global da indústria.
A executiva análise de riscos também foi tema recorrente, destacando a necessidade de rastreabilidade de dados desde as primeiras fases de exploração até a operação. A visão é alinhar projetos a padrões internacionais.
No radar da Axía, o potencial competitivo do Brasil ficou em evidência, com investimentos em sondagens e ativos estratégicos, como a jazida de cobre em Bom Jardim de Goiás, e pesquisas em Goiás e Tocantins.
Prudente ressaltou que a estratégia da empresa prioriza minerais da nova economia, com foco em energia limpa e ouro. A empresa pretende ampliar parcerias e captações de investimento para acelerar etapas de pesquisa e desenvolvimento.
Entre os entraves, foram citados licenciamento ambiental, insegurança regulatória e limitações logísticas. Mesmo assim, o Brasil mantém recursos minerais estratégicos e custos competitivos, segundo o executivo.
A Axía projeta avançar projetos de ouro e cobre em Goiás, ampliando a atuação em áreas com alto potencial geológico. A meta é consolidar a empresa como agente de descoberta e desenvolvimento de ativos minerais.
Para acompanhar as ações da Axía Mineração, a empresa enfatiza a importância de incorporar inovações tecnológicas na exploração, reforçando a qualidade técnica dos dados e a capacidade de transformar descobertas em ativos valiosos.
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