- Em 2025, 95% do déficit primário das estatais federais não dependentes ficou concentrado em quatro empresas: Emgepron, Correios, Emgea e Infraero.
- O déficit primário do Programa de Dispêndios Globais dessas estatais foi de R$ 4,9 bilhões, conforme relatório do TCU.
- Correios acumularam prejuízo de R$ 6,05 bilhões de janeiro a setembro de 2025.
- O Brasil possui 44 empresas federais, sendo 17 dependentes e 27 não dependentes.
- O TCU determinou que a AudFiscal acompanhe a estimativa e revisão do resultado primário dessas estatais; o resultado primário efetivo do governo central foi negativo em R$ 58,7 bilhões, com R$ 10 bilhões após exclusões, e o regime geral de previdência registrou déficit de R$ 317,2 bilhões (2,49% do PIB), dos quais 64,8% vêm da previdência rural.
Em 2025, 95% do déficit das estatais federais não dependentes ficou concentrado em quatro empresas: Emgepron, Correios, Emgea e Infraero. O dado consta de relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado nesta quarta-feira.
Segundo o TCU, o déficit primário do conjunto dessas estatais não dependentes foi de 4,9 bilhões de reais. O relatório acompanha a execução orçamentária da União no ano de 2025 e inclui avaliações sobre transparência e estimativas de resultados.
A análise aponta que o Brasil tem 44 empresas federais, sendo 27 não dependentes e 17 dependentes. O relatório também registra resultado primário negativo do governo central em 58,7 bilhões de reais, com 10 bilhões após exclusões autorizadas. A previdência social registrou déficit de 317,2 bilhões (2,49% do PIB), sendo 64,8% devido à previdência rural.
O acórdão do TCU recomenda que a AudFiscal passe a acompanhar a estimativa e revisão do resultado primário dessas estatais. Também sinaliza necessidade de aprimorar o Painel do Orçamento Federal para aumentar a transparência das informações disponíveis.
Desempenho fiscal e controles
O relatório destaca ainda vedações previstas na Lei Complementar quando despesas primárias obrigatórias superarem 95% das totais. O TCU orienta verificar, nos próximos acompanhamentos, o cumprimento desse dispositivo sob a ótica da despesa executada.
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