- Ecopetrol assinou contrato para adquirir 26% da Brava Energia por R$ 23 por ação, total de R$ 2,77 bilhões, com a intenção de fazer uma oferta pública (OPA) para alcançar 51% do capital com direito a voto.
- A operação depende de condições precedentes, incluindo a Ecopetrol obter o controle da Brava, momento em que será iniciada a OPA parcial.
- A Brava reagiu com queda de 3% no fechamento, após o anúncio, com as ações a R$ 19,77.
- O preço de R$ 23 por ação representa prêmio de 13% sobre o fechamento de anteontem e 27,8% sobre a média dos últimos noventa dias.
- A compra posiciona a Ecopetrol como maior investidora da Brava, com potencial de sinergias e maior presença brasileira para o grupo.
A Ecopetrol assinou contrato para comprar 26% da Brava Energia por R$ 23 por ação, totalizando R$ 2,77 bilhões. A investida prevê uma oferta pública (OPA) para alcançar 51% do capital com direito a voto na Brava, uma junior oil brasileira.
A transação envolve os principais sócios da Brava que integram o acordo de acionistas, entre eles a gestora Jive e a Yellowstone, ligada ao grupo EBrasil. A operação depende de condições precedentes, incluindo o controle da Brava pela Ecopetrol.
A Brava informou o acordo às 16h, ainda com o pregão em curso. As ações caíram após o anúncio, fechando em queda de 3%, a R$ 19,77. O preço por ação representa prêmio de 13% sobre o fechamento anterior e 27,8% frente à média dos últimos 90 dias.
Oferta de controle e condições
A Ecopetrol planeja ofertar para aumentar a participação até 51% com direito a voto. O acordo envolve pagamento inicial de R$ 2,77 bilhões pela fatia dos atuais sócios. A conclusão depende de a Ecopetrol obter o controle da empresa.
Analistas destacam que o prêmio oferecido é relativamente contido e que a oferta parcial não assegura saída total aos minoritários. Investidores também observam o impacto em eventual saída de ativos.
Contexto estratégico
A Ecopetrol vê sinergias com ativos da Brava, especialmente na base onshore, offshore e infraestrutura. A companhia colombiana busca ampliar reservas no exterior e fortalecer sua posição no Brasil, com apoio do governo da Colômbia.
A Brava produz cerca de 81 mil boe/d em 2025, com atuação resultante de uma fusão entre Enauta e 3R Petroleum. Os maiores acionistas atuais incluem credores convertidos em ações e a Yellowstone, controladora da EBrasil.
Antes da operação, a Ecopetrol já participava, em menor escala, de blocos offshore no Brasil em parceria com a Shell. A Brava fica hoje entre as maiores investidoras da Brava, à frente de Bradesco, com 12,2% do capital que não aderiu à transação.
A transação ocorre em um momento em que o petróleo tem reagido a fatores geopolíticos e de demanda, com impactos esperados na estratégia de crescimento da Ecopetrol e na presença brasileira da Brava.
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