- Sebrae firmou acordo de cooperação técnica com a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para ampliar a cultura de privacidade entre pequenos negócios.
- A pesquisa aponta que 48% dos empreendedores conhecem pouco ou nada sobre as obrigações da LGPD e 52% admitem desconhecer o conceito de incidente de segurança; nove entre dez MPEs não têm encarregado pelo tratamento de dados (DPO).
- As principais barreiras são a dificuldade de entender como cumprir a lei e a percepção de que o investimento necessário é alto, com iniciativas públicas e de associações buscando sensibilização e treinamento.
- Em março, a Brasilseg lançou uma nova cobertura cibernética para PMEs, integrada ao seguro empresarial tradicional, com contratação simplificada e acesso imediato a peritos.
- A FenSeg aponta que o seguro cibernético induz boas práticas ao exigir protocolos mínimos de aceitação de risco, oferecendo proteção multifuncional como investigação forense, restauração de ambientes e compensações por lucros cessantes, com demanda crescente pelo “cyber físico”.
A governança de dados avança entre pequenas empresas, impulsionada pela proteção digital. Pesquisadores destacam que o segmento é vulnerável e que a LGPD ainda é pouco compreendida por muitos empresários. A atuação conjunta entre setor público e entidades auxilia na disseminação de boas práticas.
Um estudo do Sebrae, realizado em 2024 junto a 415 empreendedores de serviços, comércio e indústria, aponta que nove em cada dez MPEs não contam com um encarregado pelo tratamento de dados (DPO). Mesmo sem obrigação legal para postos de DPO, a ausência de governança expõe mais as empresas.
Há também dados de percepção: 48% dos empresários sabem pouco sobre as obrigações da LGPD e 52% não reconhecem o conceito de incidente de segurança. As barreiras citadas são falta de clareza sobre a conformidade legal e alto custo para investir em proteção de dados.
Parcerias para ampliar a privacidade
O Sebrae firmou acordo técnico com a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O objetivo é ampliar a cultura da privacidade entre pequenos negócios e criar materiais didáticos acessíveis ao orçamento dessas empresas. O foco é capacitar pessoas para práticas de proteção de dados.
Seguro cibernético como indutor de boas práticas
A democratização do seguro cibernético passa pela simplificação de produtos para PMEs, que são alvos constantes de ataques. A partir de março, uma seguradora lançou cobertura voltada a PMEs, integrada ao seguro empresarial tradicional para contratação facilitada. O objetivo é oferecer proteção financeira aliada a acesso rápido a peritos.
Visão de especialistas e mercado
Especialistas apontam que apólices modernas cobrem a continuidade operacional, além de custos com investigação forense, restauração de sistemas e suporte a lucros cessantes. O mercado também demonstra demanda crescente por coberturas de danos materiais causados por invasões virtuais, em modalidade chamada de cyber físico.
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