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Copom inicia reunião para definir juros; expectativa é Selic em 14,5%

Mercado estima corte de 0,25 ponto na Selic, para 14,5% ao ano, válido por cerca de quarenta e cinco dias, diante da inflação e do cenário externo incerto

Sob Galípolo, Banco Central decide nesta semana a nova taxa de juros
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  • O Copom começa a discutir a decisão nesta terça-feira (28) e divulgará o resultado na quarta (29) sobre a Selic, hoje em 14,75%.
  • O mercado financeiro estima redução de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 14,5% ao ano.
  • A cautela decorre de cenário externo turbulento, com dólar em movimento e pressão inflacionária.
  • A taxa deverá ficar estável pelos próximos 45 dias, até o próximo encontro do BC.
  • As projeções do Focus indicam queda para fim de 2026 em torno de 13% e para fim de 2027 em 11%, com possível sinalização para junho.

O Copom iniciou nesta terça-feira a reunião para definir a taxa básica de juros. A discussão ocorre no Banco Central, visando a próxima leitura da Selic, que está em 14,75%. A expectativa do mercado é de corte de 0,25 ponto, chegando a 14,50% ao ano. A decisão será divulgada na quarta-feira.

O cenário externo continua desfavorável, com maior volatilidade do dólar e aumentos recentes nas projeções de inflação. O mercado avalia que a redução pode ocorrer, mas com cautela diante dos fatores de risco. Em 18 de março, o Copom já havia reduzido a Selic pela primeira vez desde maio de 2024, para 14,75%.

A nova taxa deve vigorar, pelo menos, pelos próximos 45 dias, até a próxima reunião dos diretores. A ata anterior ressaltou que a convergência da inflação à meta permanece o objetivo principal, com suave suavização das flutuações na atividade econômica e apoio ao pleno emprego.

Projeções do mercado

Economistas mantêm a expectativa de a Selic fechar 2026 em 13%. Entre 154 projeções, a mediana para o fim de 2027 ficou estável em 11%. Especialistas apostam que os diretores sinalizarão, em junho, o caminho dos próximos cortes.

A ata recente não repetiu a projeção de cortes sem data, e a leitura de mercado aponta que os cortes poderão ter maior clareza sobre o ritmo e a profundidade conforme o cenário externo se torne menos incerto. O foco segue na evolução da inflação e na demanda interna.

Entenda a Selic

A Selic funciona como instrumento de controle do IPCA. Taxas elevadas encarecem crédito, freiam consumo e produção, ajudando a conter a inflação. A instituição destacou que decisões futuras dependerão de como evoluirão o cenário doméstico e externo nos próximos meses.

Em momentos de aperto, reajustes judicados elevam juros de financiamentos, empréstimos e cartões, reduzindo a pressão sobre o nível de preços. O Copom sinaliza agir com base no equilíbrio entre inflação e atividade econômica.

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