- Pesquisa Datafolha com 2.002 pessoas em 117 municípios (8 e 9 de abril) aponta que 59% consideram a renda familiar insuficiente para pagar despesas, 36% dizem que é apenas suficiente e 6% afirmam que é mais que suficiente.
- Cerca de 45% recorreram a trabalhos adicionais — formais ou informais — para complementar o orçamento, enquanto 55% não buscaram renda extra.
- Entre quem ganha até dois salários mínimos, 73% veem a renda como insuficiente; entre quem ganha 2 a 5 salários, 49% relatam dificuldade; entre maiores de 5 salários, 32% são insuficientes.
- Quase metade da população teve queda na renda familiar nos últimos meses, com 49% dentre pessoas de 35 a 44 anos dizendo que o orçamento encolheu.
- Mulheres passam a enfrentar piora financeira com maior sensação de dificuldade: 44% têm humor financeiro ruim ou péssimo, contra 36% dos homens; além de maior endividamento e menor participação no mercado de trabalho.
A aperto no orçamento tem levado brasileiros a buscar fontes extra de renda. Dados do Datafolha, apresentados neste domingo (26), mostram que quase metade da população tentou ganhar dinheiro além da renda principal nos últimos meses. Ao mesmo tempo, a maioria avalia que o salário atual não basta para as despesas básicas.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 117 municípios nos dias 8 e 9 de abril. Dos entrevistados, 59% consideram a renda insuficiente para pagar as despesas. Outros 36% dizem que o salário é apenas suficiente e 6% afirmam ter renda superior ao necessário.
Entre quem ganha até dois salários mínimos, a percepção de insuficiência chega a 73%. Já quem recebe entre dois e cinco salários, 49% relatam não conseguir pagar as despesas. Acima de cinco salários, 32% também veem a renda como insuficiente.
Em relação à renda extra, 45% dos brasileiros buscaram outra fonte de dinheiro, enquanto 55% não recorreram a esse recurso. Entre os que encontraram trabalho adicional, a prática foi mais frequente entre homens (48%) do que entre mulheres (41%).
Custo de vida e queda de renda
O levantamento aponta queda na renda familiar para cerca de 40% dos entrevistados nos últimos meses. Entre 35 e 44 anos, quase metade (49%) percebeu encolhimento do orçamento. O cenário é mais evidente entre quem tem maior escolaridade, por ter maior participação no mercado de trabalho.
Impacto por gênero
As mulheres enfrentam maior dificuldade para fechar as contas e têm percepção mais negativa sobre a economia. 41% dos brasileiros avaliam o humor financeiro como ruim ou péssimo,, e 44% das mulheres compartilham dessa avaliação. Entre os homens, esse índice é de 36%.
A diferença de renda influencia esse quadro. Mulheres apresentam salários mais baixos em média e menor participação em cargos de liderança, o que reduz oportunidades de ampliar ganhos. O endividamento também é mais perceptível entre mulheres, com maior prevalência de negativação.
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