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Ibovespa: veja as 10 maiores altas de abril

Setor siderúrgico lidera altas de abril no Ibovespa, com Usiminas, Hapvida e Gerdau entre as maiores valorização após resultados do 1º trimestre

Ibovespa — Foto: Getty Images
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  • Em abril, o setor siderúrgico e metalúrgico dominou as altas do Ibovespa, que caiu 0,22% no mês, com ganho anual de 16%.
  • A liderança ficou com Usiminas (USIM5), alta de 20,92% no mês, após lucro líquido de quase R$ 900 milhões no 1º trimestre e EBITDA de 11%.
  • Hapvida (HAPV3) ficou em segundo lugar, com alta de 22,67%, em meio a momento delicado, saída do CEO e possibilidade de desalavancagem ou desinvestimentos.
  • Gerdau (GGBR4) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4) tiveram desempenho próximo de 20% impulsionado pelo bom 1º trimestre e recuperação de margens, com perspectiva de efeitos positivos de medidas antidumping.
  • Auren Energia (AURE3) subiu 17,7%, beneficiada pela janela de oportunidade no mercado, apesar de dúvidas sobre o resultado do 1º trimestre e divergências entre analistas.

A bolsa brasileira fechou abril com quedas no Ibovespa, mas cinco ações do setor siderúrgico e de metais mostraram forte recuperação no mês. A leitura de desempenho ficou concentrada na alta de empresas do setor, ajudando a compor as dez maiores altas de abril.

A Usiminas liderou as altas com valorização de 20,92% no mês, impulsionada pelos resultados do 1º trimestre. A companhia reportou lucro líquido de quase 900 milhões de reais, alta de 166% ante o mesmo período de 2025, e EBITDA de 11%. Analistas destacaram melhoria de custos e mix de vendas.

Para Flavio Conde, da Levante Investimentos, houve ganho de eficiência e maior demanda do setor automotivo. A aposta também considera o impacto de medidas antidumping contra laminados chineses, anunciadas em fevereiro, que podem sustentar preços no segundo trimestre.

A Hapvida seguiu com alta expressiva de 22,67%, a segunda maior do Ibovespa em abril, apesar de enfrentar cenário desafiador. A empresa iniciou o ano com ações em torno de 16,50 reais, caindo para 8 reais em março, e registrou desengajamento na direção executiva.

Jorge Pinheiro, ex-diretor executivo, deixou o cargo em 30 de abril. A empresa enfatizou prioridades de recuperação de rentabilidade e desalavancagem, incluindo possívelDesinvestimentos de ativos não estratégicos. Analistas apontam que a fusão com NotreDame Intermédica pressiona resultados.

A Gerdau e a Gerdau Metalúrgica foram destaques entre as maiores altas, com ganhos próximos de 20%. O lucro líquido do grupo no 1º trimestre atingiu 1 bilhão de reais, alta de 33,4% anual, enquanto o EBITDA ajustado somou 2,96 bilhões, elevação de 23,2%.

Analistas destacam o peso da operação na América do Norte para o grupo, com 75% do lucro vindo dessa região. Apostas em anticorpos antidumping contra aço chinês favoreceram margens e volumes, ajudando a recuperação de preço e resultados.

Auren Energia registrou alta de 17,7% em abril, liderando as maiores altas do setor de energia. O mercado esperava resultados mistos do 1º trimestre, com Itaú BBA prevendo desempenho abaixo do esperado para o setor.

Contribuiu para o movimento a percepção de janelas de melhor desempenho, com parte dos analistas destacando maior eficiência operacional da empresa. A divulgação dos números do 1º trimestre, em 6 de maio, pode confirmar ou contrariar as expectativas do mercado.

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