- Shoppings de luxo no Brasil registraram recordes de receita em 2025 e atraem grifes internacionais, incluindo Bershka e H&M.
- Iguatemi e Multiplan representam quase um quarto das vendas do setor desde 2019, com fatias de 11,7% e 12,9% respectivamente.
- A taxa de ocupação no Iguatemi ficou em 98,2% ao fim de 2025, indicando alta demanda por espaços premium.
- Projetos em andamento: expansão do Iguatemi Brasília (R$ 314 milhões; 15,5 mil m²; 70 lojas) e MorumbiShopping (13,1 mil m²; 40 lojas; restaurantes) e City Jardim com novas grifes.
- Outras iniciativas incluem Casa Figueira em Campinas, Shops Faria Lima e planos de bairros planejados com torres comerciais e residenciais.
O setor de shoppings de luxo no Brasil manteve fôlego pós-pandemia, mesmo com recuo do varejo. Grifes internacionais chegaram aos empreendimentos que atendem às classes A e B, impulsionando vendas e receita. Grandes redes registraram recordes em 2025 e ampliam ações.
Pessoas e marcas no centro da estratégia são Iguatemi, JHSF e Multiplan. Os grupos operam empreendimentos como JK Iguatemi, Cidade Jardim, BarraShopping e MorumbiShopping, consolidando-se como destaque no segmento de alto padrão. A ocupação segue elevada em muitos formatos.
A volta de grifes internacionais é vista como alavanca, mas gera demanda por ajustes de espaço. A taxa de ocupação do Iguatemi chegou a 98,2% no fim de 2025, sinalizando convivência entre novas lojas e realocação de lojistas existentes.
Reposicionamento e fidelização
Para Luiz Alberto Marinho, da LAM Consultoria, redes A e B reduzem sensibilidade a ciclos e investem em programas de fidelidade. O foco é oferta alinhada a clientes, com descontos e promoções que diferenciam o giro dos empreendimentos.
Especialista aponta que Multiplan já opera com desempenho superior ao pré-pandemia, mesmo com menor ABL líquida. As redes têm ganhado participação de mercado e maior disciplina na gestão de conteúdos, eventos e experiências que atraem visitantes.
Entre 2019 e 2025, Iguatemi e Multiplan passaram a concentrar parcela relevante das vendas do setor. A Abrasce indica que as duas companhias passam, juntas, de cerca de 24% das vendas nacionais, com variações no ritmo de expansão.
Projetos de expansão e novos formatos
No eixo de expansão, o principal investimento é a ampliação do Iguatemi Brasília, com 314 milhões de reais. A previsão de inauguração é o segundo semestre de 2027, com 15,5 mil m² adicionais e 70 lojas, incluindo duas âncoras.
No Rio, o Iguatemi planeja consolidar lojas em um único espaço no Shopping RioSul, após a fusão de cinco lojas da H&M em uma operação única. A negociação de megalojas costuma exigir tempo e saída de lojistas.
Em Campinas, o Iguatemi está finalizando a Casa Figueira, conjunto de 66 lotes urbanos com 100 torres comerciais e residenciais, estimado em 10 bilhões de reais em VGV. O objetivo é ampliar fluxo local e visitas recorrentes.
A Multiplan ampliou o MorumbiShopping, com 13,1 mil m² extra e 40 lojas em dois andares, além de restaurante de alta gastronomia. A rede também projeta ações em BarraShopping, BH Shopping e ParkShopping.
A JHSF prepara a maior expansão do Shopping Cidade Jardim desde 2008, com 3.400 m² adicionais voltados a grifes inéditas no país e à maior loja da Chanel no Brasil. O Shops Faria Lima, em São Paulo, receberá novas operações de alto padrão até 2027.
Parcerias com áreas imobiliárias
A Abrasce aponta que parcerias com áreas imobiliárias tornam-se tendência entre redes com maior capitalização. Além de lojas, condomínios, torres comerciais e complexos de uso misto ganham integração com saúde, educação e outras estruturas urbanas.
Atores do setor destacam que o equilíbrio entre expansão, fidelização e experiência do cliente é determinante para manter o fluxo de visitas. A dinâmica visa manter vendas estáveis mesmo diante de volatilidade econômica.
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