- Ana Repezza Mira China assume a partir de 4 de abril a presidência da CropLife Brasil, tornando-se a primeira mulher à frente da entidade.
- A CropLife Brasil representa empresas ligadas a germoplasma, biotecnologia, defensivos químicos e bioinsumos, setor que moveu R$ 114,1 bilhões em 2024.
- A agenda inicial foca na regulamentação da Lei dos Bioinsumos, Lei de Proteção de Cultivares e o novo marco dos defensivos agrícolas, com foco em ambiente de negócios estável.
- A China é o principal mercado externo, respondendo por exportações brasileiras de US$ 55,3 bilhões em 2025; a pauta destaca a sincronia regulatória em sementes.
- A estratégia passa pela plataforma CropData para embasar decisões com dados, pela integração de bioinsumos, biotecnologia, germoplasma e defensivos, e pela parceria com a ApexBrasil para ampliar presença em mercados tropicais.
Ana Repezza Mira China assume nesta segunda-feira a presidência da CropLife Brasil, primeira mulher a comandar a associação. A entidade reúne empresas que atuam em germoplasma, biotecnologia, defensivos químicos e bioinsumos. O objetivo é reposicionar o agronegócio brasileiro no cenário global com foco em dados e evidências.
Com mais de 25 anos de atuação, Repezza chega para coordenar a agenda de regulamentação da Lei dos Bioinsumos, da Lei de Proteção de Cultivares e do novo marco dos defensivos agrícolas. A estratégia prioriza o ambiente de negócios estável e seguro para investimentos e produção.
A edição atual do movimento envolve três pilares centrais: incentivar a inovação, ampliar a competitividade e aprimorar a governança da CropLife. O movimento busca acelerar a adoção de tecnologias agropecuárias, de forma integrada entre bioinsumos, biotecnologia, germoplasma e defensivos.
A China é apontada como mercado-chave para o desempenho externo. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 55,3 bilhões em produtos agro para a China, com soja e milho entre os itens de maior participação. O desafio é alinhar a regulação de sementes às exigências do país asiático.
Repezza destaca a necessidade de sincronia regulatória em sementes, argumentando que prazos diferentes entre o Brasil e a China dificultam a entrada de novas tecnologias no destino principal da produção. O diálogo técnico é visto como ferramenta de facilitação econômica, não questão ideológica.
Parte da disputa se dá na percepção internacional sobre o uso de tecnologias agrícolas. A CropLife planeja estruturar a defesa com o CropData, uma plataforma de indicadores sobre produtividade, insumos e segurança, para sustentar argumentos com dados robustos.
Dentro do agro, a transformação avança de forma silenciosa: o modelo passa a integrar bioinsumos, biotecnologia, germoplasma e defensivos, em vez de substituir componentes. Produtores ganham acesso a um cardápio tecnológico mais diverso.
A governança da CropLife passa por uma revisão para ampliar a velocidade de resposta e a articulação com políticas públicas e mercados internacionais. A entidade busca fortalecer a atuação institucional frente a desafios regulatórios e comerciais.
Além da regulação, a agenda mira ampliar a presença brasileira no comércio de insumos e tecnologia agrícola, com foco em países tropicais. A parceria com a ApexBrasil será fortalecida para aumentar investimentos e oportunidades no exterior.
A trajetória de Repezza na ApexBrasil, CAMEX e missões internacionais é apresentada como alicerce para ampliar a influência do agro brasileiro. A executiva afirma que o caminho é manter a neutralidade, fundamentar decisões em dados e ampliar a participação feminina em áreas decisivas do setor.
Desafios regulatórios e comerciais
A atuação da CropLife Brasil envolve enfrentar barreiras de percepção e disputas regulatórias, com ênfase em evidências técnicas. A instituição busca oferecer um conjunto de dados confiáveis para sustentar debates internacionais.
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