- Investimento chinês no Brasil registrou alta de 45% em 2025, totalizando US$ 6,1 bilhões.
- A mineração teve crescimento de 216% em 2025 na comparação com 2024, respondendo por 29% do total de investimentos.
- Principais setores impulsionadores foram níquel, cobre e ouro, segundo Túlio Cariello, diretor de Conteúdo do Centro de Estudos Brasil-China (CEBC).
- A participação da mineração ficou quase empatada com a da energia elétrica, que representou 29,5% do total no ano.
- O CEBC monitora notícias de investimentos chineses; o Banco Central mapeia a origem financeira, incluindo casos em que o dinheiro vem de outros países.
O investimento chinês no Brasil atingiu US$ 6,1 bilhões em 2025, 45% acima de 2024, segundo levantamento do CEBC. O principal impulso veio da mineração, com maior dinamismo no ano.
A mineração respondeu por US$ 1,76 bilhão, alta de 216% na comparação anual, correspondendo a 29% do total de investimentos. A fatia ficou próxima da participação da energia elétrica (29,5%).
Túlio Cariello, diretor de Conteúdo do CEBC, aponta que os aportes se concentraram sobretudo em níquel, cobre e ouro. O estudo foca somente investimentos chineses diretos direcionados ao Brasil.
Mineração sobe 216%
Segundo o CEBC, o Brasil permanece como destino relevante de capital chinês. O indicador reforça a relevância do setor mineral para a entrada de recursos estrangeiros.
O CEBC monitora notícias de investimentos na mídia e confirma as empresas envolvidas. O Banco Central faz levantamento da origem financeira dos recursos, observando que há empresas chinesas que trazem capital oriundo de terceiros.
Metodologia
A entidade ressalta que a amostra considera apenas investimentos diretos chineses que chegam ao Brasil. O objetivo é mapear o fluxo de capitais e a composição setorial dos aportes.
Análise
O apetite chinês continua elevado, mesmo com sinais de desaceleração econômica. A mineração mostra competitividade do Brasil, mas o potencial pode aumentar com melhorias na pesquisa mineral e no licenciamento ambiental.
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