- Entre 3 e 9 de mai, a gasolina recuou 0,29% e ficou em média R$ 6,65 o litro; em relação ao período anterior à guerra no Irã, está 5,89% mais cara.
- O diesel caiu 0,70%, chegando a R$ 7,05 o litro; está 16,91% mais caro do que era antes do conflito.
- O etanol teve queda de 2,63%, com preço médio de R$ 4,44 por litro; está 4,1% mais barato que antes da guerra.
- O gás de cozinha (GLP) subiu 0,06%, com preço médio nacional de R$ 114,94; está 4,61% acima do valor anterior à guerra.
- O governo havia implementado medidas de contenção de preços em março, como subsídios e isenções, para tentar frear altas decorrentes da guerra no Irã.
Nos preços dos combustíveis, a ANP aponta queda para gasolina, etanol e diesel na semana de 3 a 9 de maio, enquanto o gás de cozinha subiu. A divulgação ocorreu sem alterações nas regras de abastecimento.
A gasolina recuou 0,29% frente à semana anterior, com valor médio de venda de R$ 6,65 por litro. Em relação aos patamares pré-guerra no Irã, o preço está 5,89% mais caro.
Entre os estados, o preço médio variou bastante: Roraima aparece com R$ 7,79 e Acre com R$ 7,58; Minas Gerais, Distrito Federal e Maranhão registraram valores menores, entre R$ 6,21 e R$ 6,42. Boa Vista teve o maior preço entre as capitais (R$ 7,70); Belo Horizonte, o menor (R$ 5,89). Em São Paulo, o litro ficou em R$ 6,53.
O diesel, por sua vez, caiu 0,70% na semana, passando a custar em média R$ 7,05 por litro. Apesar da queda, o preço está 16,91% acima do registrado antes da guerra no Irã.
O etanol registrou queda de 2,63%, com preço médio de R$ 4,44 o litro. Em relação ao período anterior à guerra, o etanol ficou 4,1% mais barato. Os valores variaram entre R$ 4,03 (BH) e R$ 5,89 (Amapá).
O GLP, usado no botijão de cozinha, subiu 0,06% na semana, com média nacional de R$ 114,94 por botijão. O custo desse combustível está 4,61% superior ao praticado antes do conflito.
As diferenças regionais ficaram evidentes: o GLP ficou mais caro em Roraima, Tocantins e Amapá, com Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pernambuco registrando os menores valores. Em capitais, Boa Vista concentrou o maior preço (R$ 142,63) e Rio de Janeiro o menor (R$ 98,82).
A ANP destaca que apenas o álcool ficou mais barato ante o período pré-guerra, com queda de 2,63% e preço médio de R$ 4,44 por litro. Em relação aos patamares anteriores ao conflito, o etanol está 4,1% mais barato.
Governo e medidas para conter preços
Em março, o governo lançou um pacote para atenuar a alta dos combustíveis, adotando subvenções e isenções fiscais. Entre as ações estão subsídios ao diesel importado e ao gás de cozinha, além de incentivos fiscais a produtores nacionais”.
O objetivo é conter o repasse para o consumidor, diante da alta do barril de petróleo, cotado acima de US$ 100. A fiscalização de abusos de preço também ganhou rigidez, com propostas que podem incluir sanções mais duras.
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