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Desconhecimento do subsolo atrasa destravamento do potencial mineral

Falta de dados do subsolo impede a descoberta de novas jazidas, freando investimentos e a diversificação da matriz mineral brasileira

Painelistas debatem futuro da mineração no Brasil e a nova geopolítica dos recursos naturais
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  • Seminário promovido pelo jornal O TEMPO reuniu representantes de grandes empresas para debater o futuro da mineração no Brasil.
  • O principal desafio é o desconhecimento do subsolo brasileiro, que limita a identificação de novas jazidas e o desenvolvimento de projetos, devido à falta de dados precisos, geologia complexa e ausência de política de incentivo à pesquisa mineral.
  • O Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, mas grande parte permanece não explorada pela falta de know-how técnico e de infraestrutura.
  • A diversificação da matriz mineral, hoje dominada pelo minério de ferro, é destacada como necessidade, com foco em níquel, cobre, lítio e grafite para gerar empregos e desenvolver regiões ainda pouco conectadas.
  • Soluções defendidas incluem mais investimentos em pesquisa e tecnologia, maior integração entre setor público e privado e a criação de um banco de dados geológico nacional atualizado.

O TEMPO promoveu um seminário sobre o futuro da mineração no Brasil, reunindo representantes de grandes empresas do setor. O tema central foi o desconhecimento do próprio subsolo e o impacto disso sobre o desenvolvimento de novos projetos.

Especialistas destacaram que a falta de dados precisos impede a identificação de jazidas e energiza obstáculos para investimentos. A geologia complexa e a carência de políticas de incentivo à pesquisa também foram apontadas como entraves.

O evento ressaltou que o Brasil abriga uma das maiores reservas de terras raras do mundo, vitais para baterias e ímãs. No entanto, grande parte desses recursos permanece não explorada por limitações técnicas e logísticas.

A necessidade de diversificar a matriz mineral foi outro ponto discutido, já que hoje o minério de ferro predomina. Minerais como níquel, cobre, lítio e grafite podem impulsionar a economia e gerar empregos regionais.

Para destravar o potencial, participantes defenderam mais investimento em pesquisa e tecnologia, além de maior integração entre setor público e privado. Criar um banco de dados geológico nacional foi citado como essencial.

Autoridades, empresários e pesquisadores ressaltaram a importância de uma política de Estado voltada ao desenvolvimento sustentável da mineração. A expectativa é ampliar o conhecimento do subsolo e ampliar a participação brasileira no mercado global.

Desafios e caminhos para o futuro

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