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Gastronomia solidária transforma comunidade e repensa o papel dos restaurantes

Gastronomia solidária transforma Vila Medeiros: o Mocotó sustenta cozinhas comunitárias, formação e autonomia social

SPIW. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
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  • Painel no São Paulo Innovation Week reúne Adriana Salay e Rodrigo Oliveira para falar sobre Gastronomia Solidária e o projeto Quebrada Alimentada, na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo.
  • O projeto nasceu na pandemia, começou com arrecadações e distribuição na frente do Mocotó e, desde março do ano passado, funciona diariamente, servindo mais de 500 refeições por dia.
  • A proposta vai além de doar comida: envolve formação popular e cozinha solidária, usando o alimento como ferramenta de cuidado, autonomia e reconstrução social.
  • A atuação é territorial, com a cozinha instalada na comunidade para fortalecer vínculos locais e mostrar que grandes restaurantes podem olhar para regiões periféricas sem abandonar o território.
  • O Mocotó trabalha com uma rede de parceiros e integra parte das ações ao custo da operação, defendendo qualidade e direito à alimentação como núcleo de transformação social.

O projeto Quebrada Alimentada, resultado de ações solidárias iniciadas na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo, foi tema do painel Gastronomia Solidária no São Paulo Innovation Week. Adriana Salay apresentou a iniciativa ao lado do chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó. O objetivo é usar a gastronomia como ferramenta de cuidado e reconstrução social.

Inspiração veio da pandemia, quando o Mocotó fechou temporariamente para proteger a comunidade. A cozinha transformed-se em ponto de apoio e encontro, ampliando-se para arrecadações de alimentos e distribuição diária desde março. Hoje, são mais de 500 refeições servidas por dia.

Restaurante como agente de transformação

Para Rodrigo Oliveira, restaurantes têm potencial de impacto social ao redor de cadeias locais: agricultores, fornecedores, equipes e clientes formam uma rede. O Quebrada Alimentada integra cozinha solidária e formação popular, buscando autonomia comunitária.

Adriana Salay enfatiza a formação aliada à alimentação. O projeto não se limita a doações; oferece uma escola popular e oficinas, visando transformar vidas por meio do conhecimento alimentar e da própria prática culinária.

A relação com o território é central. A cozinha na comunidade fortalece vínculos locais e permite que a cidade veja outros bairros com potencial de desenvolvimento. Proximidade gera oportunidades e reduz deslocamentos para serviços básicos.

Pertencimento, território e impacto local

A defesa da permanência do Mocotó na Vila Medeiros contrasta com propostas de expansão para zonas centrais. A ideia é demonstrar que grandes restaurantes podem olhar para regiões menos favorecidas, gerando emprego e circulação de recursos locais.

A iniciativa recebe apoio de parceiros que fornecem insumos, logística e recursos financeiros. A operação do restaurante incorpora parte das atividades do projeto, fortalecendo a rede de apoio comunitário.

O projeto afirma que qualidade de alimentação é um direito e que a prática culinária pode ser elemento de transformação social. O SPIW segue até sexta-feira, com agenda ampla de inovação, ciência e melhorias urbanas.

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