- A JHSF se reorganizou para enfrentar um cenário macroeconômico “superdesafiador” causado pelo patamar de juros no Brasil, segundo o presidente do Conselho, José Auriemo Neto.
- O grupo adotou dois pilares: reduzir a dependência da incorporação (agora com foco em ativos de renda recorrente como hotelaria, gastronomia, shoppings, aviação executiva e clubes residenciais) e intensificar a internacionalização.
- A estratégia internacional valoriza nichos de mercado, defendendo que, em alguns casos, é mais estratégico abrir hotéis em cidades com alta renda fora do Brasil do que no país.
- No exterior, a JHSF opera unidades menores em Nova York (30 quartos), Londres (35) e Milão (40), apostando no serviço minucioso como diferencial.
- Para o futuro, o presidente aposta na qualidade de vida como principal tendência de consumo no luxo, com clientes buscando equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
A JHSF se reorganizou para enfrentar um cenário macroeconômico classificado pela empresa como superdesafiador, marcado por juros elevados no Brasil. A mudança faz parte de um redesenho estratégico para 2024 e anos seguintes.
O presidente do Conselho, José Auriemo Neto, premiado como Person of the Year pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil, participou do Summit Valor Brazil-USA e explicou as mudanças anunciadas pela companhia.
Estratégias para o portfólio
Auriemo destacou dois pilares centrais dos últimos anos: reduzir a dependência de incorporação e ampliar ativos de renda recorrente, como hotelaria, gastronomia, shoppings, aviação executiva e clubes residenciais. A internacionalização também foi reforçada como resposta natural a um mercado de nicho.
Apesar da resiliência do segmento de alta renda no Brasil, o executivo apontou impactos da política monetária restritiva sobre a cadeia produtiva. Juros elevados penalizam fornecedores médios e pequenos e a mão de obra da construção, exigindo um tom mais conservador na gestão de projetos.
Presença internacional
No exterior, a JHSF busca diferenciação por meio de escala menor e personalização. O grupo opera unidades com menor porte em cidades como Nova York, Londres e Milão, apostando na qualidade do serviço como diferencial competitivo. Em Nova York, o Fasano atende a maior parte do público estrangeiro no restaurante e no hotel.
Auriemo aclarou que o objetivo é manter clientes bem cuidados, com atendimento mais próximo e personalizado, em contraste com redes globais de maior escala. Essa estratégia visa sustentar a demanda em mercados de alto poder aquisitivo.
Perspectivas para o luxo
Para o futuro, o presidente da JHSF aponta a qualidade de vida como tendência dominante no consumo de luxo. Os clientes devem valorizar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, orientando decisões de investimento e de portfólio da empresa.
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