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Quase 71% dos trabalhadores pagaram contas essenciais até abril, aponta FGV

FGV Ibre aponta que 70,8% conseguiram pagar contas essenciais até abril; alimentação lidera despesas, sugerindo arrefecimento da renda em 2026

70,8% dos entrevistados conseguiram pagar suas contas essenciais com a renda auferida no período — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • Quase 71% dos entrevistados conseguiram pagar contas essenciais com a renda apurada no trimestre encerrado em abril de 2026 (70,8%).
  • O resultado marca a segunda queda consecutiva, após três altas seguidas, conforme a 11ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV IBRE.
  • As três despesas que mais impactaram o orçamento foram alimentação, com 72,2% das respostas; aluguel ou financiamento da moradia, 46,5%; e contas de serviços públicos, 44,9%.
  • O economista Rodolpho Tobler afirma que a melhoria recente no mercado de trabalho pode sinalizar o fim da trajetória de alta da renda, com expectativa de desaceleração em 2026.
  • Os indicadores são divulgados mensalmente desde julho de 2025, baseados em médias móveis trimestrais da Sondagem de Mercado de Trabalho.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), 70,8% dos entrevistados conseguiram pagar contas essenciais com a renda de três meses até abril de 2026. A leitura aponta a segunda queda consecutiva após três altas.

O estudo destaca que as séries ainda são curtas e não ajustadas por sazonalidade, o que exige cautela em comparações. As informações fazem parte da 11ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da SMT.

Entre as despesas que mais impactaram o orçamento familiar, a alimentação lidera com 72,2% dos respondentes. Em seguida aparecem aluguel ou financiamento da moradia, com 46,5%, e contas de serviços públicos, com 44,9%.

O economista Rodolpho Tobler, do FGV IBRE, aponta que a última melhora no mercado de trabalho contribuiu para o crescimento da renda. No entanto, a leitura de alta gradual parece ter freado, sugerindo um ano de 2026 mais morno para salários.

A divulgação dos novos indicadores começou em julho de 2025 e utiliza médias móveis trimestrais. Os dados são derivados da Sondagem de Mercado de Trabalho, pesquisa mensal que observa a percepção do trabalhador sobre as condições de emprego.

Os indicadores visam complementar o conjunto de informações sobre o tema, oferecendo dados exclusivos sobre a percepção do trabalhador brasileiro no momento.

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