- O volume de serviços prestados caiu 1,2% em março, na comparação com fevereiro.
- Com a queda, o setor completa cinco meses seguidos de queda e registra perda de 1,7% no período.
- Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE.
- A queda de março ante fevereiro foi a mais acentuada desde novembro de 2024, e, apenas em março, a mais intensa desde 2021.
- O IBGE revisou séries de meses anteriores, citando ajustes sazonais e inclusão de informações de informantes na série histórica.
O volume de serviços prestados no Brasil caiu 1,2% em março, na comparação com fevereiro. Com o resultado, o setor encerrou cinco meses seguidos de queda e acumula recuo de 1,7% nesse período. Dados são da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE.
A leitura de março é a mais acentuada desde novembro de 2024, quando houve queda de 1,4%. Se considerar apenas o mês de março, o recuo é o mais intenso desde 2021, quando a variação ficou em -4,6%.
Segundo o IBGE, o desempenho foi influenciado pela base de comparação de fevereiro e pela dinâmica do setor de serviços, que já apresentava fraqueza antes do início do segundo trimestre. Os números refletem o conjunto da cadeia de serviços.
Revisões indicam alterações nas séries históricas. O IBGE revisou o comportamento de fevereiro ante janeiro, de alta de 0,1% para estabilidade. Alterações também ocorreram em janeiro, dezembro, novembro e outubro, com recalibrações condicionadas pelo ajuste sazonal.
A explicação oficial aponta ajustes sazonais e a incorporação de dados de informantes como responsáveis pelas revisões. A variação de março, de -1,2%, também impacta as estimativas anteriores, que passaram a representar melhor o cenário recente.
Revisões da série histórica
O ajuste sazonal explica parte das mudanças, mas a nova leitura de março mostra consequências para períodos anteriores. Profissionais do IBGE ressaltam que oscilações em meses recentes podem alterar a leitura de séries já divulgadas.
A divulgação reforça que a queda de março não é isolada e se insere no padrão recente de desempenho do setor de serviços. A instituição mantém o monitoramento para confirmar se a tendência de queda persiste nos próximos resultados.
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