- A Estância das Oliveiras, em Viamão, Rio Grande do Sul, recebeu nota 100/100 no European International Olive Oil Competition com o rótulo Frantoio, a primeira vez que isso ocorre de um participante de qualquer país.
- A empresa, criada por Lucídio Goelzer há cerca de vinte e cinco anos e hoje gerida pelos filhos, representa a evolução da produção de azeite no Brasil, com o estado respondendo por cerca de oitenta por cento do total nacional.
- O Brasil é o segundo maior importador mundial de azeite, e a produção nacional ainda corresponde a menos de um por cento do volume global; o consumo per capita é de aproximadamente 0,4 litro por pessoa por ano.
- Entre os desafios estão a adaptação das oliveiras ao clima brasileiro, com risco de fungos e bactérias, além da necessidade de bioinsumos e de pesquisas de melhoramento genético que ainda estão incipientes.
- Com o aumento da produção nacional, a expectativa é redução de preços; a Estância das Oliveiras também promove o olivoturismo e a educação do consumidor sobre uso do azeite em diversas preparações.
Nasceu da insatisfação com a qualidade do azeite brasileiro a iniciativa que hoje coloca o Brasil no radar mundial. O empresário gaúcho Lucídio Goelzer plantou oliveiras para consumo familiar, que viraram negócio na Estância das Oliveiras, em Viamão.
Ao longo de duas décadas, a família transformou uma produção regional em referência nacional. O azeite Frantoio recebeu nota 100/100 no European International Olive Oil Competition, marcando a primeira vez que um rótulo de qualquer país alcança esse feito.
Panorama do setor brasileiro
O Rio Grande do Sul concentra cerca de 80% da produção nacional, com atuação também na Serra da Mantiqueira. O cultivo comercial no Brasil começou em 2008, ainda sem larga base de informações técnicas, o que exigiu experimentação.
Desafios incluem adaptação das oliveiras ao solo, clima úmido e surgimento de fungos e bactérias. A produção de bioinsumos e pesquisas de melhoramento genético ainda está em desenvolvimento.
Influência econômica e cultural
O Brasil é hoje um dos maiores importadores mundiais de azeite, com produção nacional abaixo de 1% do consumo. A preferência por marcas estrangeiras persiste entre os consumidores.
Especialistas destacam potencial de crescimento à medida que a produção local se consolida, o que tende a reduzir custos e ampliar o consumo de azeite de qualidade no país.
O que vem pela frente
A Estância das Oliveiras também atua como polo de turismo olívico, visando educar o público sobre usos do azeite em pratos variados. O objetivo é ampliar o valor agregado do produto brasileiro no mercado interno.
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