- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recebeu o CEO Global da Serra Verde, Thras Moraitis, e o presidente Ricardo Grossi Neves, para tratar de investimentos em terras raras no Brasil.
- Silveira afirmou que o governo trabalha em uma política que una atração de capital estrangeiro, soberania e interesse nacional, visando desenvolvimento econômico, tecnológico e industrial.
- O Brasil está aberto a capital norte‑americano e de outros países que respeitem a soberania nacional, conforme mensagem do presidente Lula.
- Investimentos internacionais no setor mineral devem se consolidar como ativo estratégico para reduzir a dependência de exportação de commodities, com estruturação de instrumentos de segurança aos investimentos.
- A Serra Verde atua em Minaçu, Goiás, sendo o principal projeto de terras raras em operação no Brasil; houve anúncio de fusão com a USA Rare Earth em abril, com foco em ampliar processamento e avançar para a separação das terras raras.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recebeu nesta terça-feira 19/5 o CEO Global da Serra Verde, Thras Moraitis, para discutir investimentos em terras raras no Brasil. A reunião também contou com o presidente e CEO da Serra Verde Pesquisa e Mineração, Ricardo Grossi Neves.
A agenda ocorreu no âmbito de construir uma política que una atração de capital estrangeiro, soberania e interesse nacional, visando desenvolvimento econômico, tecnológico e industrial. A condução busca segurança regulatória para novos investimentos no setor.
Silveira afirmou que o Brasil está aberto ao capital estrangeiro, desde que haja respeito à soberania nacional. A mensagem é de que o país pode receber investimentos de diversas origens, alinhados aos interesses nacionais e à estabilidade regulatória.
Contexto da política de terras raras
Segundo o ministro, o governo avança na estruturação de instrumentos para viabilizar investimentos seguros, com foco ambiental e econômico. A ideia é consolidar o território como ativo estratégico para a economia brasileira, reduzindo a dependência de exportação de commodities.
A Serra Verde opera em Minaçu, Goiás, e é o principal projeto de terras raras em operação comercial no Brasil, já produzindo um carbonato de terras raras, etapa inicial de agregação de valor.
Em abril, a americana USA Rare Earth firmou fusão com a Serra Verde, fortalecendo o acesso a recursos e investimentos no Brasil. A parceria pode ampliar capacidades de processamento no país.
Moraitis reiterou que o objetivo é ampliar investimentos para processar o minério localmente e, futuramente, avançar para a separação das terras raras com apoio de novas tecnologias. A colaboração com a USA Rare Earth pode trazer know-how e maior valor agregado ao produto nacional.
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