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Informalidade freia a produtividade no Brasil, aponta estudo

Informalidade atinge cerca de 37% da força de trabalho brasileira, limitando produtividade, inovação e crescimento econômico

Para ampliar a produtividade, a receita não é trabalhar mais, mas produzir melhor e em condições adequadas, diz a articulista; na imagem, celular acessando aplicativo da Carteira de Trabalho Digital
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  • No primeiro trimestre de dois mil e vinte e seis, a informalidade atingiu cerca de 37% da força de trabalho, equivalente a quase 38 milhões de pessoas, segundo a PNadC-IBGE.
  • A informalidade, quando não separada do setor formal, tende a reduzir a produtividade agregada da economia, impactando o valor adicionado e a eficiência sistêmica.
  • Estudo de economistas aponta que, entre dois mil e doze e dois mil e vinte e quatro, a produtividade no Brasil cresceu cerca de doze por cento, nível menor que em países centrais, mesmo diante de dois períodos difíceis.
  • O problema não se explica apenas pelo custo do trabalho; o modelo de desenvolvimento brasileiro, baseado em precarização e compressão de custos, dificulta investimentos, inovação e transformação produtiva.
  • Para ampliar a produtividade, a estratégia envolve redução da jornada para quarenta horas semanais, fim da escala seis por um, maior formalização e melhor distribuição do tempo de trabalho, com foco em eficiência, saúde e proteção social.

Brasil enfrenta desafio de produtividade agravado pela informalidade, aponta estudo. Em resumo, não basta produzir mais; é preciso produzir melhor e em condições adequadas. A informalidade continua elevada e freia ganhos de eficiência.

Dados da PNAD Contínua/IBGE indicam que, no 1º trimestre de 2026, cerca de 37% da força de trabalho estava na informalidade, quase 38 milhões de pessoas. O impacto se reflete nos indicadores agregados de desempenho econômico e na capacidade de inovação.

Um estudo recente de economistas mostra que, entre 2012 e 2024, a produtividade brasileira avançou aproximadamente 12%. O ganho ocorreu mesmo em períodos de crise global, mas ainda fica abaixo do observado em países centrais.

No setor informal, a baixa produtividade não decorre apenas da qualificação. Empresas informais costumam operar em pequena escala, com acesso restrito a crédito e tecnologias, o que reduz a capacidade de modernização e de integração às cadeias formais.

A análise ressalta que o problema não é apenas o custo do trabalho. Em comparação com diversos países da América Latina, o custo relativo não é elevado; o entrave está em um modelo de desenvolvimento baseado na precarização e na informalidade.

Para elevar a produtividade, especialistas defendem que a promoção de condições de trabalho adequadas é essencial. Reduzir a jornada para 40 horas semanais, encerrar a escala 6 X 1 e ampliar a formalização aparecem como medidas prioritárias.

A ampliação da formalização, associada a uma melhor distribuição da carga horária, seria um norte estratégico tanto para o mercado formal quanto para o informal, funcionando como um estímulo indireto à inovação e à eficiência produtiva.

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