- 86% dos devedores inadimplentes são reincidentes, que já tinham dívidas vencidas nos últimos 12 meses.
- 68,53% não quitaram as dívidas vencidas e voltaram a ser negativados; 17,41% saíram do cadastro e retornaram.
- o intervalo entre o vencimento de uma dívida e a próxima pendência é de 71 dias, em média.
- abril teve o maior nível de inadimplência já registrado, sinalizando fragilidade financeira das famílias.
- entre as faixas etárias, 30 a 39 anos concentram mais reincidências (26,18%), seguidos por 40 a 49 anos (23,8%) e 25 a 29 anos (11,63%).
O estudo do SPC Brasil e da CNDL aponta alta reincidência entre inadimplentes no Brasil. Segundo a pesquisa, 86% dos devedores já tinham deixado dívidas vencerem nos últimos 12 meses, mantendo o cadastro negativado ou retornando após saída temporária.
Parte relevante do levantamento indica que 68,53% não quitaram as dívidas vencidas e permaneceram com registros negativos. Além disso, 17,41% saíram do cadastro no último ano e retornaram depois. O cenário é descrito como um recorde histórico de inadimplência em abril.
A faixa etária com maior incidência de reincidência é a de 30 a 39 anos, com 26,18%. Em seguida aparecem 40 a 49 anos (23,8%) e 25 a 29 anos (11,63%). O número de devedores reincidentes cresceu 15,05% em relação a 2023.
Reincidência em curto intervalo
O estudo revela que, em média, 71 dias separam o vencimento de uma dívida e o surgimento de outra pendência. Esse intervalo indica que, para reincidentes, o ciclo de endividamento se acelera rapidamente, em pouco mais de dois meses.
Impacto e percepção de crédito
Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC, destaca o agravamento do cenário de crédito, com aumento expressivo de reincidência e queda na capacidade de recuperação. O quadro é visto como um desafio para a saúde financeira dos brasileiros.
Recuperação por faixa etária
No âmbito da recuperação de crédito, 50 a 64 anos respondem por 24,75% das quitações. Entre 40 a 49 anos, a parcela chega a 20,68%, e 30 a 39 anos, 18,69% das saídas do cadastro. O valor médio pago para quitar dívidas foi de R$ 2.176,99, com 61,44% quitando até R$ 500.
Considerações finais do estudo
A pesquisa sugere que a inadimplência recorde é alimentada por um fluxo contínuo de novos atrasos, dificultando a saída permanente do cadastro. O relatório ressalta a necessidade de estratégias de recuperação de crédito e proteção financeira individual.
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