- Giraffas, que começou como uma lanchonete em 1981, já fatura mais de R$ 1 bilhão por ano com 400 restaurantes e cerca de 160 franqueados.
- A empresa projeta crescer 8,5% em 2026, impulsionada por expansão geográfica, eficiência operacional e investimentos em marketing e tecnologia.
- Em 2026 serão investidos R$ 85 milhões em tecnologia (autoatendimento, cashback, melhoria do NPS e uso de dados dos clientes) e R$ 30 milhões em marketing (offline e digital).
- O delivery, que chegou a 35% do faturamento na pandemia, hoje representa cerca de 10% da receita, com potencial de crescimento nas lojas de rua, já que 62% das unidades ficam em shoppings.
- A expansão internacional está em estágio avançado no Paraguai, com estudos no Chile e expectativa de inaugurar a primeira unidade no exterior ainda neste ano, com investimento de cerca de R$ 1 milhão por unidade.
A rede Giraffas, que nasceu de uma lanchonete em Brasília em 1981, evoluiu para uma operação com cerca de 400 restaurantes e receita acima de R$ 1 bilhão por ano. A empresa, que completou 45 anos, projeta crescimento de 8,5% em 2026 por meio de tecnologia, multifranqueados e expansão internacional.
Fundador Carlos Guerra transformou o negócio ao longo das décadas, incluindo a ampliação do cardápio para almoço e a aposta em sobremesas e opções infantis. A rede passou por hiperinflação, diversos planos econômicos e a pandemia, mantendo o foco em expansão sustentável.
Na década de 1990, o modelo de franquias ganhou peso, inspirado em modelos norte-americanos, com a primeira lei de franquias brasileira de 1994. Hoje, todas as unidades são franqueadas, com cerca de 160 franqueados entre as 400 lojas.
Próximos passos
A estratégia de crescimento contempla investimentos em tecnologia, com aporte de R$ 85 milhões em 2026. O objetivo é ampliar autoatendimento, cashback, melhoria do NPS e uso de dados para personalizar a experiência do cliente.
Além disso, o marketing receberá cerca de R$ 30 milhões no ano, para fortalecer canais offline e digital, com foco no delivery. A empresa ressalta a importância de alcançar públicos de classe média e baixa por meio de mídia tradicional.
O delivery já chegou a representar 35% do faturamento durante a pandemia e hoje responde por cerca de 10% da receita, chegando a 20% nas lojas de rua. A expectativa é elevar esse percentual conforme crescer o número de lojas de rua.
Expansão e presença internacional
Atualmente com mais de 10 mil colaboradores, o Giraffas pretende manter ritmo de 25 a 30 novas lojas por ano. A previsão é priorizar lojas de rua, especialmente fora de centros tradicionais, onde a operação é mais complexa.
No exterior, a empresa está em estágio avançado de implantação no Paraguai e em estudo no Chile. Cada unidade fora do Brasil demandará aporte próximo de R$ 1 milhão, com a primeira inauguração prevista ainda neste ano. No Paraguai, o plano envolve até 10 lojas.
Com faturamento de R$ 1,07 bilhão em 2025, a projeção para 2026 é chegar a cerca de R$ 1,16 bilhão. O fundador destaca que o Giraffas ainda mantém forte vínculo com a estrutura familiar e que a presença de filhos na área de marketing sinaliza continuidade.
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