Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil do futuro depende dos jovens negros, diz estudo do Pnud

Radar IDHM mostra desigualdades entre brancos e negros; políticas inclusivas para jovens negros são cruciais para o desenvolvimento do Brasil

Brasília 60 anos - Rodoviária do Plano Piloto
0:00
Carregando...
0:00
  • O Radar IDHM do Pnud Brasil mostra que, de 2012 a 2024, o IDHM dos brancos subiu de 0,804 para 0,851, enquanto o dos negros avançou de 0,694 para 0,774.
  • A coordenadora Betina Barbosa defende políticas públicas mais inclusivas para jovens negros, para reduzir desigualdades regionais e ampliar o desenvolvimento.
  • Em 2024 o Brasil alcançou IDHM de 0,805, entrando pela primeira vez no grupo de países com desenvolvimento humano muito alto; o IDHMAD, que considera desigualdades, ficou em 0,641.
  • O ganho do IDHM dos negros teve como moteur a educação e a saúde; o desafio está em ampliar a geração de renda com políticas estruturais, e não apenas com programas assistenciais.
  • A população negra está concentrada no Norte (cerca de 80%) e no Nordeste (cerca de 76%), e as diferenças de expectativa de vida e renda entre brancos e negros variam conforme a região.

O Radar IDHM, estudo divulgado pelo Pnud Brasil, aponta que o Brasil encara desigualdades profundas entre brancos e negros, mesmo com avanços ao longo de 2012 a 2024. O relatório ressalta a importância de políticas públicas mais inclusivas para sustentar o desenvolvimento.

A coordenadora Betina Barbosa, da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud, alerta que o país precisa colocar jovens negros na equação do desenvolvimento. Ela afirma que o Brasil não se viabiliza sem essa participação, principalmente em regiões onde a população negra é majoritária.

O levantamento reforça que, em 2024, o IDHM nacional ficou em 0,805, alto o suficiente para entrar no grupo de desenvolvimento humano muito alto. Em 2012, o índice era 0,744, sugerindo ganho geral, mas com a racialização da desigualdade mantendo distância entre grupos.

Entre os dados, o IDHM dos brancos subiu de 0,804 em 2012 para 0,851 em 2024, enquanto o dos negros passou de 0,694 para 0,774 no mesmo período. A diferença entre os grupos permanece, mesmo que a tendência seja de redução da desigualdade relativa.

O estudo também resume o papel da educação e da saúde como motores de melhora para o grupo negro. Betina destaca que o desafio do ciclo de desenvolvimento passa pela geração de renda associada a políticas de inclusão além de assistencialismo.

Claudio Providas, chefe do Pnud no Brasil, comenta que o novo ciclo de desenvolvimento exige diálogo entre distintas parcelas da sociedade. Ele enfatiza que novas gerações demandam capacidades digitais e de alta complexidade, de modo a acompanhar a economia global.

Desigualdades regionais e o IDHMAD

O IDHM ajustado pela Desigualdade (IDHMAD) mostra que, em 2012, o Brasil era classificado como baixo; em 2024, o país alcançou nível médio, em 0,641. O indicador evidencia a distância ainda existente para grande parte da população.

Providas aponta que mulheres negras vivem menor nível de desenvolvimento relativo que homens brancos, mesmo com avanços gerais. Ele ressalta que não há espaço para conformismo, pois há ganhos quando a agenda é pressionada por políticas públicas.

Para o chefe do Pnud, os resultados destacam que regiões do Nordeste cresceram mais rapidamente e que a população negra avançou de modo expressivo, ainda que a renda e a longevidade apresentem assimetrias.

O relatório utiliza dados da PNAD Contínua do IBGE, com apoio técnico da Fundação João Pinheiro. Os números rebatem a necessidade de implantação de políticas públicas estáveis e investimentos orientados por princípios de equidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais