- O morango do Norte Pioneiro, especialmente de Jaboti, recebeu Indicação Geográfica (IG) em 2022, reconhecendo o terroir único da região.
- Em 2024, o Paraná tinha 805 hectares de morango e produção de 34.236 toneladas, com preço médio de aproximadamente R$ 20,60 por unidade.
- Jaboti sozinha registrou Valor Bruto de Produção de R$ 96,4 milhões em 2024, com uma produção de 4.680 toneladas.
- Os produtores utilizam sistemas de plantio como slabs (bancadas elevadas) e contam com certificação da Adapar por não usar agrotóxicos, mantendo práticas de boas práticas.
- A associação local prevê ampliar a comercialização, mirando mercado internacional por meio de tecnologias como liofilização, com pico de produção entre julho e outubro.
O morango do Norte Pioneiro do Paraná ganhou status de excelência com o selo de Indicação de Procedência (IP). A região é liderada por Jaboti, que recebeu a IG em 2022, fortalecendo a imagem de qualidade produzida no solo vermelho.
Conforme levantamento de 2024 do Deral, o Paraná possui 805 hectares de morango e produção de 34.236 toneladas, com preço médio de 20,60 por fruta. Jaboti sozinha registrou Valor Bruto de Produção de 96,4 milhões de reais e produção de 4.680 toneladas.
Fabiano Lima, produtor local e presidente da ANV, explica que o terroir da região diferencia o morango. O solo e o clima são apontados como fatores relevantes para a obtenção da IG e para a certificação adicional da Adapar, que atesta a ausência de agrotóxicos.
Sistema de cultivo e qualidade
Produtores da região utilizam o sistema suspenso em slabs para o manejo da fruta, reduzindo impactos climáticos. Essa prática, associada a boas práticas de higiene, reforça a qualidade do morango certificado.
A associação reúne 25 produtores que atuam na produção certificada, com foco na renovação de técnicas e no controle de qualidade. A Adapar valida o não uso de agrotóxicos, fortalecendo o posicionamento do produto no mercado.
Perspectivas de mercado e futuro
A produção anual da região fica em torno de 100 toneladas, com ambição de ampliar a comercialização para mercados internacionais. A possibilidade de liofilização é estudada como forma de conservação e exportação.
Segundo Fabiano, a IG funciona como motor de valorização, aumentando o interesse de clientes que buscam origem confiável. A temporada de maior volume ocorre entre julho e outubro, período de qualidade máxima da fruta na região.
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